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Fala Sério! • 15 de outubro de 2013 • 16h53

Para ser amor...

Por: A.J. Rettenmaier

Não basta apenas querer ser amado e desejar amar e ter um amor. É preciso saber amar. Não esconder seu sentimento quando dele precisam. E o pior. Negar quando a ele buscam. É preciso saber abraçar e ser abraçado. Acarinhar e ser acarinhado. Beijar e ser beijado. Sem meias vontades. Sem meios desejos. Sem meias verdades e mentiras. Porque até estas falam de amor. Quando dizem que gostariam de amar, é porque tem medo de conjugar o verbo. Ou até nem saber que ele existe. Tem pessoas que quase nascem sem lábios para não pecarem na mentira quando beijam ou dizem que amam. Seria quem sabe um castigo do amor. Talvez seja por algum destes motivos que algumas pessoas passam pela vida, sem amar. E o que é bem pior. Sem terem sido amadas. Sem amor e sem amar, não sabem pedir perdão e muito menos perdoar. Não sabem dizer eu te amo ou vem me amar. E muito menos ainda, deixa eu te amar. Porque para ser amor, é preciso ser amor. Que ama. Não só espera. Mas busca. Não só recebe. Não só oferece. Mas dá. Sem esperar que lhe peçam. E muito menos que lhe implorem. Para ser amor, é também saber ser compreensivo. Entender as formas de amar. Não é preciso que ouça a todo o momento ser amado. Mas sentir em cada partícula de ar o momento de amor. E na sua forma de amar, ser amor. No amor não é preciso soprar aos quatro ventos o sentimento. Mas deixar que nos respirem e nos sintam nas partículas do ar que movimentamos. Para ser amor, é deixar que sintam nosso perfume. Nossa vida. Nosso ser. Ser amor. Para ser amor, é preciso mesmo saber amar. O amor.

 
Antonio Jorge Rettenmaier, escritor, cronista e palestrante. Esta coluna está em mais de 90 jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior. Contatos ajrs010@gmail.com


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