TV União Rádio União Impressas - PDF Interativo

Artigos e Opinião • 20 de fevereiro de 2018 • 06h48

Não haverá glória sem cruz

Simão Cireneu encontrava se bem distante de Cirene, sua cidade natal situada no norte da África, atual Líbia, por ocasião da crucificação de Jesus. Simão se dirigira a Jerusalém, naqueles dias, para participar das festas de Páscoa, e encontrava-se ali para cumprir um ritual religioso. E obviamente para aproveitar um pouco a vida.

Deus tinha planos para Simão Cireneu e sua família, assim como tem planos para qualquer pessoa que criou. Por isso Jesus sob o peso da cruz, caiu ao solo bem a frente do homem de Cirene.

Mas Simão não queria se preocupar com aquele homem que estava sendo brutalmente castigado. Provavelmente tratava-se de um marginal qualquer, e Simão queria se divertir e comer e beber e se alegrar. Crucificar um homem na cruz era algo trivial naquela época...

Simão queria exercer a sua religiosidade, e naquele instante não entendeu que o verdadeiro cordeiro da Páscoa estava à sua frente, caído e subjugado pelos soldados de Roma. O verdadeiro cordeiro da Páscoa estava prestes a ser imolado... O maior sacrifício de toda a história da humanidade estava se desenrolando...

É preciso entender que se Jesus quisesse, poderia simplesmente pedir a seu Pai que acabasse com sua agonia e exterminasse todo aquele povo soberbo e pecador... Mas Jesus não fez isso... Ele suportou a cruz até o fim, por amor a mim e a você!

Que se dane, isso não é problema meu, pensou Simão ao ver o homem caído a seus pés. Então, um soldado o chamou em alta voz, e o obrigou a ajudar Jesus a levantar-se, e a carregar com ele, aquela pesada cruz.

No momento em que Simão o ajudou a erguer-se seus olhares se cruzaram e o Cirineu ficou impactado... Aquele homem tão machucado, tão animalmente ferido, tem um olhar extremamente amoroso. Não há nele nenhum sinal de rebeldia. Como é possível? Porque será que o crucificam? Esse homem é só amor e bondade... Isso é visível nele...

E Simão obedeceu, conforme lemos em Marcos 15:21 : "E obrigaram Simão Cireneu, que passava, vindo do campo, pai de Alexandre e de Rufo, a carregar-lhe a cruz."

Muitos anos depois da crucificação de Cristo, o apóstolo Paulo escreveu no livro de Romanos 16:13, "Saudai Rufo, eleito do Senhor, e sua mãe, que tem sido mãe para mim também."

Em 1 Timóteo 1:19 e 20 o mesmo Paulo escreveu que alguns de seus discípulos rejeitaram a boa consciência e naufragaram na fé, e dentre esses se encontravam Himeneu e Alexandre, os quais foram entregues a Satanás para serem castigados, a fim de não mais blasfemarem.

Em 2 Timóteo 4:14, Paulo ainda escreveu: "Alexandre o latoeiro, causou-me muitos males; o Senhor lhe dará a paga segundo as suas obras."

Prezado leitor, Rufo e Alexandre eram irmãos e eram filhos de Simão Cireneu. Ambos foram educados por seus pais sob ensinamentos e princípios  cristãos, todavia Rufo obedeceu e foi fiel a Palavra. Já, seu irmão Alexandre foi rebelde e se opôs fortemente  a tudo quanto lhe era ensinado.

Um se deixou levar pelo Espírito... Outro se deixou levar pela carne... Quando optamos pela carne, isto é, quando optamos em atender nossos prazeres pessoais, fatalmente cairemos e perderemos a glória de Deus.

Alcançar a glória de Deus, definitivamente não é para pessoas fracas e desmotivadas e preguiçosas. Alcançar a Deus exige esforço e dedicação a Ele... E é uma decisão que depende de cada um de nós.

Eu João, louvo a Deus todos os dias, porque aprendi a separar joio de trigo. Agora sei que preciso acumular tesouros no céu... Aqui, tudo é fugaz e passageiro... Como um trem bala!

João Antonio Pagliosa - Curitiba - Paraná - joaoantoniopagliosa@gmail.com



Comentários

Seja o primeiro a comentar!

Faça seu comentário