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Agronegócio • 11 de outubro de 2018 • 10h24

Aplicativos viram aliados de engenheiros agrônomos no campo

No dia do Agrônomo, comemorado na próxima sexta-feira, 12 de outubro, profissionais destacam avanços tecnológicos que promovem soluções rápidas e eficientes

 

Os aplicativos disponíveis nos smartphones e tablets se tornaram verdadeiros aliados dos profissionais do campo. Auxiliam no planejamento e organização de atividades, oferecem soluções em tempo acelerado e promovem flexibilidade e mobilidade a engenheiros agrônomos, técnicos agrícolas e produtores rurais. O avanço é mais um motivo para celebrar o Dia do Agrônomo, amanhã, sexta-feira, 12 de outubro.

 

São diversas as modalidades disponíveis, que vão desde a previsão climática, gerenciador de tarefas, economia e financiamento agrícola, gestão de fazenda, cotação de commodities, simuladores, gerenciamento de irrigação e controle de pragas. “São, na maioria, planilhas que ajudam o profissional na tomada de decisões em relação custo-benefício, exercício de monitoramentos ou manejo integrado”, explica Luis Fernando Gastaldi, engenheiro agrônomo e conselheiro do Crea-PR.

 

Apesar de ser uma ferramenta facilitadora, boa parte dos pequenos produtores ainda a desconhece. No Paraná, 85% das 305 mil propriedades agrícolas são de áreas com até 50 hectares. “Nesses lugares, os aplicativos, provavelmente, não são tão conhecidos, além do que uma parcela pequena de agrônomos os utiliza e testa. Porém, a tendência é que esse tipo de tecnologia se desenvolva rapidamente e traga agilidade aos processos realizados atualmente”, completa Gastaldi.

 

Isso porque a exigência de competência e capacitação dos profissionais que trabalham no campo tem aumentado cada vez mais. “Essa é uma característica que percebo na região de Londrina. A competitividade melhora a performance e o atendimento do profissional. Os agrônomos estão levando informações, recomendações e novas tecnologias aos produtores. Hoje, ele atua também como um consultor”, acrescenta.

 

No entanto, é importante salientar que a tecnologia não é autônoma. “O aplicativo não faz nada sozinho, ou seja, é apenas uma ferramenta para auxiliar o profissional na tomada de decisões. A escolha pelo melhor aplicativo para determinada cultura deve ser feita sempre pelo engenheiro agrônomo”.

 

CREA-PR fiscaliza atuação de engenheiros agrônomos

 

O Conselho de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA-PR) fiscaliza projetos e assistência técnica em atividades de agronomia em todo o estado. O trabalho é feito no campo, junto a propriedades e produtores rurais.

 

O CREA se prepara para as fiscalizações na safra do verão 2018/2019, que deve começar no próximo mês. “Serão fiscalizados, especialmente, produtores que estavam irregulares na safra passada. O objetivo é orientar o produtor sobre a importância do profissional responsável técnico no local”, explica o facilitador de fiscalização do CREA-PR, Alexandre Barroso.

 

Na safra de verão 2017/2018, o órgão atuou de forma intensa nas culturas temporárias, atendendo à diretriz definida pela Câmara Especializada de Agronomia.  “Fazemos as fiscalizações com foco em fruticulturas, olericulturas, pisciculturas, produção de sementes e mudas, armazenamento de grãos, receituários agronômicos e quadro técnico de empresas e cooperativas”, detalha Barroso.

 

Na época, foram constatados, somente na regional de Londrina, 249 produtores irregulares. Eles não possuíam o registro de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), documento que comprova a responsabilidade profissional pelo projeto e assistência técnica da lavoura, mediante a presença de um profissional habilitado. “Configurou-se, assim,indícios de exercício ilegal da profissão pelo produtor”, destaca o fiscal do CREA-PR.

 

Dos 249 relatórios de fiscalização elaborados, 83% foram arquivados sem autuação. “Isso prova que a fiscalização surtiu efeito na contratação de profissionais de Agronomia ou na anotação da ART por profissional que já estivesse acompanhando a lavoura”, esclarece.

 

Quando constatadas infrações, os autuados estão sujeitos a multas que variam de R$ 219,19 a R$ 6.575,73. Os valores oscilam conforme o artigo da legislação da infração e constatação de reincidência ou infração primária. Aos infratores, são garantidos os direitos de ampla defesa e análise do contraditório nas instâncias previstas em lei.

 

O facilitador de fiscalização do CREA-PR enfatiza que a fiscalização contribui diretamente com a segurança alimentar. “Só um profissional com atribuição e conhecimento técnico pode tomar as decisões necessárias a respeito da aplicação de produtos”. finaliza. Na Regional Londrina, que abrange o município e mais 51 outras cidades, o CREA-PR tem 2.592 profissionais na modalidade de Agronomia.

Samara Rosenberger/Asimp/Crea-PR



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