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O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento George Hiraiwa assinou nesta semana a renovação por dois anos de um protocolo de intenções que firma parceria entre a Secretaria e outras instituições setor do agronegócio, com o objetivo de integrar esforços no desenvolvimento do Programa Milho, Feijão e Pastagens após a colheita de tabaco.

Além da Secretaria e do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), integram o grupo a Federação da Agricultura do Paraná (Faep), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-PR), a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Paraná (Fetaep), a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco).

Com isso, Governo do Estado e entidades do agronegócio pretendem estimular a rentabilidade e prestar auxílio aos produtores, na viabilização da pequena propriedade rural por meio da diversificação de culturas. Os trabalhos em conjunto entre governo e setor privado começaram em 2013.

“É muito importante darmos uma atenção especial para a cadeia de produção de fumo, já que os produtores são, em sua grande maioria, da agricultura familiar, de pequenas propriedades. Isso é fundamental para que possamos levar a eles uma assistência técnica adequada”, diz o secretário George Hiraiwa.

Segundo o diretor-presidente da Emater, Richard Golba, o Instituto vai continuar com o trabalho de assistência técnica para os agricultores que participam do Programa. Uma nova chamada será aberta para atender 1.300 produtores com foco em diversificação. “O objetivo é agregar mais renda ao produtor e garantir a sustentabilidade. Em 2019, vamos intensificar a integração entre as instituições públicas e privadas”, diz.

Para o presidente da Faep, Ágide Meneguette, o protocolo de intenções representa o entrosamento entre os órgãos da iniciativa privada e governo estadual. “A diversificação ajuda o produtor a agregar mais valor à sua propriedade. É fundamental continuar com esse trabalho, que está dando muito certo”, diz.

30 MIL - No Paraná, segundo o economista do Departamento de Economia Rural, da Secretaria da Agricultura, Methodio Groxko, quase 30 mil famílias estão envolvidas na produção de fumo. A produção do estado é de 190 mil toneladas ao ano, concentrada principalmente entre os municípios de São João do Triunfo, Rio Azul, Prudentópolis, Ipiranga, Irati, Palmeira, Piên, Imbituva, Guamiranga, Ivaí, Rio Negro, Rebouças, São Mateus do Sul, Paulo Frontin e Quitandinha.

De acordo com o Sinditabaco, a diversificação de culturas rendeu R$ 72 milhões para o Paraná na última safra, se somados os resultados do feijão e do milho. O estado é o terceiro maior produtor de fumo do Brasil, com 20% da produção nacional. “É uma grande parceria que visa melhorar a receita do produtor, já que o plantio de grãos depois do tabaco ajuda a fazer uma agregação de valor. Nesta última safra, os produtores que aderiram ao programa tiveram uma receita adicional em suas propriedades”, destacou o presidente do Sinditabaco, Iro Schünke.

“A Fetaep tem a missão colaborar nisso, trabalhamos muito com a divulgação da diversificação. Ela gera mais emprego e renda, porque garante o aproveitamento dos resíduos de adubação da terra. Com isso, preservamos o meio ambiente, mantemos a terra produtiva e ajudamos os produtores a viver com mais qualidade”, diz o presidente da Fetaep, Ademir Müller. O vice-presidente da Afubra, Marco Dornelles, diz que todo o trabalho é feito com base num levantamento dos custos de produção, e reforçou a importância dessa integração para o agricultor familiares.

AEN

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