Digite pelo menos 3 caracteres para uma busca eficiente.

Dados são do Anuário 2019 lançado na terça-feira (28) pelo Mapa

Atualmente, existem 3.648 cachaças e 1.862 aguardentes de cana registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, de acordo com o Anuário da Cachaça Brasil 2019, lançado na terça-feira (28). São 951 produtores de cachaça e 611 de aguardente. Somados, os dois representam cerca de um quarto do total de produtores de todas as bebidas registradas e produzidas no país, que é de 6.362.
O levantamento contém dados oficiais sobre a bebida, que é produzida em mais de 800 municípios brasileiros. A região Sudeste domina a produção de cachaça, se destacando Belo Horizonte e Salinas (MG). E entre os municípios com maior número de registros estão Ivoti (RS), Areia e Campina Grande (PB).

Já os registros de aguardente se concentram no Nordeste, especialmente em Fortaleza e Viçosa do Ceará. No Rio Grande do Sul, se destaca a cidade de Lajeado e, no Espírito Santo, Castelo.

Padrões

O anuário classifica as bebidas de acordo também de acordo com padrões de produção e de envelhecimento, por categorias. Também faz a distinção entre a cachaça, que é feita a partir do mosto (líquido) fermentado do caldo da cana-de-açúcar, enquanto a aguardente pode ser também um destilado alcoólico simples. Outro diferencial, é que no primeiro caso, a composição alcoólica pode variar entre 38% e 48%, e no segundo, entre 38% e 54%.

A classificação leva em conta aromas e sabores, daí a adoçada, envelhecida, premium, extra premium. O mercado tem crescido, no país, tanto que foi criada a profissão especializada de cachacièr – provador oficial que desvenda a qualidade do produto, enaltecendo o que há de melhor. O cachacièr está para a cachaça assim como o sommelièr está para o vinho.

Os termos cachaça e cachaça do Brasil são indicações geográficas para o nosso país, portanto a denominação só pode ser utilizada por produtores nacionais, além de citar os acordos internacionais existes sobre o assunto.
De acordo com a auditora fiscal do Mapa, Andréia Gerk, o papel do ministério é o de normatizar e registrar os estabelecimentos e os produtos. "Também é responsável pela fiscalização deles, através de coleta de amostra para verificar se os produtos estão dentro dos padrões de qualidade e identidade estabelecidos nas normas do ministério”. Ela também esclarece que o registro do produtor e do produto, agora, é automatizado, e está disponível no site do Mapa.

Cenário

De acordo com o diretor executivo do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), Carlos Lima, o anuário representa um importante passo para o crescimento e o aprimoramento do segmento no país, uma vez que, a base da construção de políticas públicas é a existência de números oficiais e atualizados. “A cadeia produtiva da cachaça é hoje responsável por empregar mais de 600 mil brasileiros. Tendo em vista a produção distribuída em 26 unidades da federação e a quantidade de produtores registrados, esperamos obter um maior apoio do governo brasileiro para que o desenvolvimento da categoria se dê de maneira sustentável nos próximos anos, contribuindo ainda mais para a geração de emprego e renda no país”, observou.

O lançamento aconteceu na Confederação da Agricultura e Pecuária Brasileira (CNA), junto com o Ibrac. O ministério foi representado no evento pelo diretor José Eustáquio Vieira Filho, com a participação do secretário de Política Agrícola, Eduardo Sampaio, do diretor da secretaria, Eduardo Rangel, e do coordenador geral de Vinhos e Bebidas do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, Carlos Muller.

Comentários:

Seja o primeiro a comentar!


Deixe seu comentário:

Aceita receber as novidades do Jornal União em seu e-mail?
* todos os campos são obrigatórios