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Órgão consultivo do Mapa é formado por representantes do governo e setor produtivo

A primeira reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Erva-Mate foi realizada oantem (10), no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Brasília. O presidente da nova câmara é o secretário do SindiMate Paraná, Leandro Beninho Gheno. Ele falou sobre o cenário atual da atividade e as prioridades para o desenvolvimento do setor.

Segundo Gheno, a organização do setor passa fundamentalmente pela produção de alimento seguro, rastreabilidade e profissionalização no cultivo da erva-mate. A produção de um alimento seguro tem a ver com os cuidados para evitar a contaminação química, física e biológica. De acordo com ele, é preciso levar para o setor a rastreabilidade, que é controle do produto desde a origem, na propriedade, até o consumidor.

Mercado

A cultura da erva-mate existe há mais de 200 anos no país e foi uma dos propulsoras da economia do sul do Brasil do período imperial até meados dos anos 1930. Em 1840, os barbaquás – unidades de processamento da erva-mate com fornos de secagem – foram considerados a primeira indústria brasileira. O chimarrão, o tereré e o chá-mate são, pela ordem, os principais produtos da cadeia produtiva.

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), no Brasil, a erva-mate é explorada economicamente em cerca de 560 municípios do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul e de Mato Grosso do Sul, totalizando mais de 110 mil hectares. O produto é cultivado em 180 mil propriedades e gera mais de 710 mil empregos diretos.

Os principais países que importam a erva-mate do Brasil são Uruguai, Chile e Estados Unidos. “O mercado teve uma série de dificuldades nos últimos três anos, por questões de câmbio e algumas barreiras, mas, mesmo assim, se manteve estável, com produção e venda estabilizados. Esse é um setor forte. Agora, queremos fugir das barreiras regionais e buscar ampliar os mercados”, disse Gheno.

A Câmara Setorial da Erva-Mate é uma das três novas câmaras criadas pela ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) em agosto deste ano. As outras são a Câmara da Lei Plurianual Agrícola (LPA) e câmara provisória que acompanhará, por dois anos, a implantação das mudanças no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi).

Cláudia Lafetá/Asimp/Mapa

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