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O preço de comercialização da cebola caiu em média 45,8% nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) em todo país. É o que revela o 8º Boletim Prohort de Comercialização de Hortigranjeiros nas Ceasas, divulgado na segunda-feira (23) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A queda no valor se deve a uma recuperação da produção nacional, aumentando a oferta do produto. No entanto, os preços registrados ficaram abaixo dos custos de produção, o que deverá provocar uma diminuição na área plantada, e consequentemente, reduzir a quantidade do produto no mercado pressionando para cima os valores da hortaliça. Algo que já pode ser verificado em São Paulo, onde a cebola chegou a cotar R$ 3,17/Kg na segunda semana de novembro.

O mesmo comportamento é seguido pela batata. A maior oferta do tubérculo impulsionou para baixo os preços de comercialização. Porém também se observa no início de novembro uma pressão nos valores, em função de uma redução do volume de entrada da batata no mercado, uma vez que houve atraso na colheita do produto no sul do país.

A cenoura também apresenta queda de preços. Comportamento que deve se manter, uma vez que a quantidade do produto proveniente de Minas Gerais continua expressiva. O tomate, por sua vez, tem apresentado aumentos expressivos neste ano em decorrência da variação do dólar, o que impulsiona os custos de produção. Em outubro apenas 3 entrepostos analisados registraram queda nas cotações, já nos outros 5 foi verificada uma elevação. Pra novembro, os preços devem continuar a apresentar aumento na maioria dos entrepostos, algo que já pode ser verificado nos primeiros dias de novembro. Em São Paulo o preço saiu de R$ 2,50 na média para patamar acima de R$ 4,00.  Já alface apresenta comportamento diverso nos entrepostos pesquisados.

Frutas - Enquanto as hortaliças apresentaram queda de preços no último mês, as frutas estão em elevação. Isso se deve em parte às exportações. Com o dólar valorizado o mercado externo passa a ser mais rentável ao produtor, o que diminui a oferta dos produtos internamente pressionando os preços para cima. Além do mercado externo, as questões climáticas também influenciam na menor quantidade de produtos ofertados no mercado interno. A subida no preço do produto comercializado pode ser percebida tanto na laranja, como na maçã e no mamão. A banana e a melancia não apresentaram comportamentos uniformes, registrando tanto alta quanto queda nos preços.

O levantamento é feito nos mercados atacadistas, por meio do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), executado pela Conab, e considera a maioria dos entrepostos localizados nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Paraná. Nesta edição também foram considerados os preços praticados em Goiás e no Ceará.

A íntegra do boletim pode ser acessada no site www.prohort.conab.gov.br ou em www.ceasa.gov.br.

Novo sistema

O sistema de pesquisa no site do Prohort está de "cara nova". Reformulado, o novo layout possibilita maior interatividade na busca. Com as mudanças, é possível tornar mais flexível a montagem da pesquisa, além de maior facilidade na disposição das informações. No novo sistema, a extração de tabelas, gráficos e mapas, com visualização de limites territoriais e bacias hidrográficas, acerca da comercialização atacadista de hortigranjeiros nas Ceasas ficou mais completa e tecnológica.

Asimp/Conab
 

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