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Paraná é o 3º maior produtor de lichia do Brasil e, mesmo com redução de área e volume nos últimos anos, está presente no VBP de 43 municípios. A análise está no Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária.

As festas natalinas e de ano-novo são repletas, também, de frutas. Entre elas, a lichia é uma das que aparecem nas ceias tanto pelo sabor, como pela beleza decorativa. O que é facilitado em razão da concentração de oferta ser em dezembro. Esse é um dos assuntos analisados no Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, referente ao período de 26 de novembro a 2 de dezembro. O documento é preparado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

Em 2020, as unidades da Ceasa no Paraná comercializaram 60 toneladas da fruta. A maioria (41 toneladas) foi transacionada em dezembro, cristalizando a lichia como “fruta das festas de final de ano”. Em 2021, já passaram pelas Centrais do Estado 7 toneladas, mas aguarda-se um aumento expressivo para os próximos dias.

Do total comercializado nas Ceasas no ano passado, 83,8% tiveram origem em pomares do Estado. De São Paulo chegaram 12,4% e Minas Gerais contribuiu com 3,9%. O preço médio ficou em R$ 12,27 o quilo.

Apesar da redução significativa de 42,8% em área e de 51,2% no volume de colheitas observada nos últimos anos, o Paraná é o terceiro maior produtor de lichia do Brasil, atrás de São Paulo e Minas Gerais, com participação de 13,9%. Com 172 hectares plantados em 2020, de onde foram retiradas 1,3 mil toneladas da fruta, a cultura alcançou Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 11,7 milhões.

A produção paranaense está concentrada na região de Jacarezinho (Norte Pioneiro), com 63,7% de participação. O município de Carlópolis é o principal produtor, respondendo por 38,7% das colheitas. Os Núcleos Regionais de Cornélio Procópio (18,3%) e Maringá (11%), no Noroeste também têm boa representatividade. A fruta está presente no VBP de 43 municípios no Estado.

A lichia tem uma história que ultrapassa 2 mil anos, com raízes no Sul subtropical da China e Norte do Vietnã. Um estudo publicado pela Sociedade Internacional de Ciência Hortícola estima que, em 2018, a produção mundial foi de 3,5 milhões de toneladas, e a China respondeu por 80% (2,8 milhões de toneladas). O último dado brasileiro é do IBGE, de 2017, que mostra 1.037 hectares, onde se colheu 5.103 toneladas.

Trigo e feijão

Com a colheita de trigo se encerrando, os produtores miram a safra 2022. O boletim do Deral aponta que, entre os fatores que devem influenciar o plantio, estão a escolha do período ideal, a análise comparativa com os preços do milho e a elevação dos custos de produção.

Em relação ao feijão, o documento registra que a totalidade da área de 140,1 mil hectares da primeira safra já está plantada e as colheitas começam pela região de Francisco Beltrão, no Sudoeste do Estado. A estimativa é colher 276,2 mil toneladas.

Soja e milho

A semeadura da soja no Paraná está em 99% dos 5,57 milhões de hectares, equiparando-se ao que estava plantado no mesmo período do ano passado. No entanto, a situação climática preocupa, pois novembro apresentou chuvas escassas e irregulares, além de altas temperaturas no período diurno.

O documento preparado pelos técnicos do Deral diz que 7% da área total de milho está em frutificação. É uma fase em que as condições climáticas têm bastante importância. Por isso, em algumas regiões o estado de atenção é maior, em razão da falta de umidade no solo.

Mandioca e cebola

O tempo mais seco dos últimos dias voltou a dificultar a colheita da mandioca, que está em 90%. Os núcleos de Paranavaí e Umuarama, no Noroeste, são os mais afetados. Já o plantio da nova safra 2021/22 encerrou-se, com a ocupação de 128.450 hectares.

O documento diz, ainda, que a área destinada ao cultivo da cebola é de 3,9 mil hectares, declínio de 6% em relação à safra do ano anterior. O plantio está encerrado. O volume de produção pode chegar a 107,7 mil toneladas, o que representa queda de 5%. Por enquanto, 20% já foram colhidos.

Ovinos e aves

Sobre ovinos, o registro é das altas expressivas observadas na carne a partir de outubro. A ovinocultura apresenta preços defasados em relação a outras atividades pecuárias, sendo uma cultura que demanda custos elevados como as demais cadeias.

O boletim ainda cita a projeção da Conab de que a produção brasileira de carne de frango deve alcançar 15,345 milhões de toneladas este ano, acréscimo de 4,5% em relação a 2020. Na exportação, a previsão é de atingir o recorde de 4,468 milhões de toneladas, representando crescimento de 8,3%.

AEN

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