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Com perspectivas de bom preço para 2016, cuidados no manejo da cultura impactam na comercialização

Após perder espaço para cultivos como o milho e a soja, em safras anteriores, o trigo pode ser uma boa opção para o produtor em 2016. As perspectivas do mercado são de bons preços para o produto devido à previsão de redução de aproximadamente 14% na área plantada da gramínea, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Quando chega ao moinho, o trigo passa por uma análise de diversos fatores: pH, poder de branqueamento, umidade, grau de impurezas, peso do hectolitro, número de queda, entre outros. “Hoje o principal desafio do produtor de trigo é a comercialização. Ela é um ponto chave do negócio porque é baseada na qualidade do produto”, explica o consultor técnico da Coopertec e Cereais São Pedro (RS), Alcione Fontoura.

Segundo o engenheiro agrônomo da Alltech Crop Science, Ary Hackmann, o controle de fatores estressantes do vegetal potencializa essa qualidade apresentada por determinada variedade de trigo. “Para a planta manifestar a sua genética são necessários todos os aspectos agronômicos, incluindo a nutrição da cultura. Os estresses naturais que vão sendo provocados prejudicam a passagem de nutrientes, impactando a constituição do grão, diminuindo o pH e a produtividade”, analisa.

Para isso, Hackmann destaca a utilização de produtos biotecnológicos à base de precursores hormonais, como os aminoácidos, que trabalham amenizando problemas de estresse, funcionando como ativadores metabólicos e ajudando nas fases de desenvolvimento da cultura. “A aplicação contribui para a melhoria do sistema reprodutivo e fotossintético da planta, que acontece como consequência, também, do aumento do volume radicular do vegetal”, complementa.

Técnicas que têm sido aplicadas nas lavouras atendidas por Fontoura, no Rio Grande do Sul, e gerado bons resultados. “Utilizamos produto para tratamento de sementes. Então, ele proporciona à planta um melhor enraizamento, absorvendo mais nutrientes, o que vai permitir uma resposta com mais qualidade de grão”, finaliza o consultor técnico.

Camila Castro/Asimp

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