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O solo é o maior patrimônio do agricultor e, estando perfeitamente saudável, pode ser a garantia de uma produção sustentável e com alta rentabilidade. Mas como manter esse patrimônio cada vez melhor tirando dele de duas a três safras todos os anos?

Para discutir um novo conceito e alertar o agricultor sobre a importância de cuidar do solo não apenas em sua camada superficial, mas também nas mais profundas, a Belagrícola realiza, na próxima segunda-feira, dia 24 de agosto, um evento em formato drive-in – inédito no país na área agrícola-, com uma exposição sobre “Construção de Perfil de Solo”, tema bastante apropriado para o momento de preparação do solo para o plantio da soja. O evento será às 19 horas, no Parque de Exposições Ney Braga, com vagas limitadas a 70 veículos e direcionado aos clientes da empresa.

O engenheiro agrônomo e coordenador de Difusão de Tecnologia da Belagrícola, Fernando Melatti, informa que o evento irá lançar o conceito de construção de perfil de solo da Belagrícola, que vem sendo estudado e gestado há vários anos. “É preciso olhar com atenção para a parte física, química e biológica do solo e ter em mente que o trabalho é contínuo e progressivo. É possível obter bons resultados a curto prazo, mas alta rentabilidade com sustentabilidade exige um trabalho constante”, comenta Melatti. Por isso, destaca ele, trabalhar a construção de perfil de solo exige uma mudança de conceito, focando na sua melhoria para alcançar a máxima produtividade com alta rentabilidade.

E tudo começa com um diagnóstico preciso do solo, levantando dados de seus aspectos físicos, químicos e biológicos. “Analisamos as camadas mais profundas do solo e traçamos o planejamento de reconstrução”, informa o engenheiro agrônomo, acrescentando que a implementação do trabalho começa com a equalização do uso de insumos.

Quanto ao investimento, Melatti considera pequeno diante do resultado possível de ser alcançado. “Hoje, há agricultores que compram os insumos sem fazer a análise do solo e acaba levando em consideração a melhor oferta. No entanto, a compra deve ser mais precisa e de acordo com as necessidades do solo”, orienta. Os valores para o diagnóstico preciso do solo, de acordo com Melatti, são da ordem de 2% do total do investimento em insumo, o que acaba revertendo em benefício do solo – o patrimônio do produtor.

“Nosso objetivo é mostrar aos produtores que cada vez mais existem tecnologias à disposição deles para fazer a melhoria do solo pensando numa agricultura sustentável”, informa. Com resultados da implementação da tecnologia de construção do perfil do solo da Belagrícola em mãos, Melatti informa que a empresa tem produtores que já estão alcançando alta performance e estão colhendo os frutos da mudança de conceito, atingindo produtividades acima da média da região que, de acordo com Melatti, é de 140 sacas de soja por alqueire. “Poucos colhem acima de 200 sacas e existe tecnologia para  alcançar esse índice com sustentabilidade”, reforça ele.

“Trata-se de um conceito que visa melhorar a estrutura do solo para, por meio de dados, alcançar alta rentabilidade. Ele não é, sozinho, garantia de produtividade. E o trabalho não para no diagnóstico. É preciso ser contínuo, percorrendo várias etapas até alcançar o resultado almejado”, informa.  E alerta: “o agricultor trabalha a céu aberto. A principal base dele é o solo. Não adianta investir no melhor maquinário, melhor fertilizante se o solo não está sendo bem cuidado”.

Andrea Monclar/Asimp

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