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A Emater, a Cooperativa dos Agricultores Familiares de Novo Itacolomi (Cofai) e as prefeituras do município e de Cambira promovem nesta quarta-feira (15) uma reunião técnica com aproximadamente 40 agricultores sobre a alternativa de controle para a broca da bananeira, segundo principal problema sanitário da cultura capaz de comprometer em até 30% a produtividade da plantação.

De acordo com o coordenador estadual do projeto Fruticultura da Emater, o engenheiro agrônomo Élcio Rampazzo, com a proibição do uso de alguns produtos químicos, técnicos e produtores estão buscando saídas para enfrentar o problema. "Já temos alguns bananicultores utilizando um inseticida microbiológico a base de fungo, o beauveria, com resultados positivos e é isso que os bananicultores associados à Cofai devem experimentar como solução".

A cooperativa tem próximo de 180 associados e, destes, cerca de 45 se dedicam ao cultivo da banana. A produção anual chega a 2,3 mil toneladas da fruta e o valor bruto de produção próximo de R$ 1,4 milhão, colocando a atividade como quarto negócio mais importante dos dois municípios. 

"A banana é o nosso carro-chefe. É ela que dá suporte para a cooperativa apoiar outros associados que lidam com a produção de hortaliças e de frutas como goiaba, caqui e citros, que são importantes para a viabilização da pequena propriedade na região", comenta João Rodrigues, presidente da Cofai.

Para tornar possível o acesso dos produtores ao inseticida, Cooperativa, Emater e prefeituras organizam os interessados para fazer a compra conjunta do insumo. "Isso, além de tornar possível a aquisição do insumo, porque o produto não é encontrado no comércio local, ajuda a diminui o custo em pelo menos 30%", explica João Rodrigues.

O presidente da Cofai conta que a iniciativa de compra conjunta de insumos é o que tem salvado a maioria dos produtores na atividade. "Se não fosse assim, muitos não estariam utilizando adubo de qualidade na plantação, perdendo com isso produtividade, qualidade de fruto e dinheiro. A cooperativa adquire o fertilizante e repassa para os plantadores, que depois pagam o produto entregando a banana para a Cofai", explica João Rodrigues.

A cooperativa foi criada com a assessoria da Emater. Para os técnicos do Instituto, o associativismo é a saída para o pequeno produtor continuar trabalhando em seu sítio, tendo renda e qualidade de vida. 

A organização conta ainda com o atendimento dos extensionistas que trabalham para ajudar a Cofai a construir sua sede própria. "Sem a Emater a gente já tinha parado. Os técnicos incentivam, orientam a diretoria e levam orientação também para os associados. A nossa escora aqui e a Emater e estamos em pé por causa dela", finaliza o presidente da Cofai.

AEN

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