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Asimp/ CEDAGRO
 
Os plantios florestais com eucalipto no Brasil tem se expandido de forma acelerada nos últimos anos (2006 – 2012) com crescimento médio da ordem de 5,5% ao ano; em contrapartida, a área plantada com Pinus vem sofrendo uma retração anual na ordem 3,1% ao ano no mesmo período.

Em 2012, a área ocupada por plantios florestais de Eucalipto e Pinus no Brasil totalizou 6.664.812 ha, sendo 76,6% correspondente à área de plantios de Eucalipto (5.102.030ha) e 23,4% de plantios de Pinus.

A tendência observada nos últimos anos é a de que a expansão tende a continuar favorecendo ao grupo de espécies do eucalipto. Comparativamente as outras espécies florestais cultivadas, o eucalipto apresenta maior diversidade de uso, adaptação a diferentes ambientes naturais, maior velocidade de crescimento, maior desenvolvimento tecnológico e melhor retorno econômico.

Estas características permitiram o avanço dos plantios em direção às regiões consideradas novas fronteiras do setor como Centro-Oeste e alguns Estados do Nordeste. Apesar do maior crescimento de plantios de eucalipto nessas regiões nos últimos anos, a região Sudeste continua liderando em área com 2.684.015 milhões de ha de eucalipto o que representa 53% do total de florestas plantadas com essa cultura no Brasil. Só o estado de São Paulo possui 1.41 milhões de ha de eucalipto.
 
O Brasil possui condições naturais muito favoráveis para as plantações de eucalipto, que aliado ao desenvolvimento tecnológico avançado, diversidade de plantas industriais e outros fatores como, facilidade de acesso marítimo e mão-de-obra qualificada, desenvolveu um setor de silvicultura de produção, altamente competitivo. A produtividade de madeira alcançada no Brasil chega a ser 10 vezes superior à observada nos países líderes do mercado, e alimentam uma cadeia de produção, industrialização e comercialização de grande importância para o país, envolvendo os segmentos de celulose e papel, siderurgia a carvão vegetal, geração de energia, móveis e madeira sólida para construção civil rural e urbana, acomodação de cargas, entre outros.

Não obstante as condições favoráveis relatadas acima houve uma desaceleração no ritmo de plantios de eucalipto nos últimos dois anos em função de alguns entraves como: excessiva burocratização e morosidade do licenciamento ambiental, crise econômica de países da Europa e dos Estados Unidos com consequente redução de importação de produtos florestais, restrições legais para compra de terras pelas empresas de base florestal que possuam composição majoritária de capital estrangeiro, infraestrutura deficiente do País, entre outros.

Assim, a programação do II CBE prevê o debate de diversos temas atuais e importantes para o desenvolvimento da cadeia produtiva florestal, que serão apresentados na forma de conferências, palestras e painéis, por especialistas de renome que detém conhecimentos relevantes para o setor como:cenários prospectivos para o setor de florestas plantadas; a legislação ambiental pertinente; as inovações tecnológicas na produção e uso de eucalipto; os novos negócios com eucalipto, a colheita e transporte do eucalipto; os impactos sociais, econômicos e ambientais trazidos pelo sistema de integração produtor – indústria (fomento florestal), entre outros. Também haverá exposição de tecnologias, produtos e serviços do agronegócio florestal de eucalipto. Maiores detalhes consultar o site www.congressoeucalipto2013.com.br.

O Centro de Desenvolvimento do Agronegócio – Cedagro, Remade e a Revista da Madeira estarão realizando de 06 a 07 de Novembro de 2013, no Centro de Exposição Imigrantes, São Paulo – SP, o II CONGRESSO BRASILEIRO DE EUCALIPTO – II CBE, com o objetivo principal de discutir e sugerir alternativas que removam os principais obstáculos ao desenvolvimento desse setor, bem como mostrar os avanços tecnológicos e científicos e analisar os cenários prospectivos do complexo florestal brasileiro.
 

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