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Agronegócio 25/09/2013  18h12

Interesse em programa de financiamento de armazenagem chega a R$ 4 bilhões

O PCA foi lançado junto com o Plano Safra; governo federal colocou à disposição R$ 25 bilhões para ser empregados na construção e ampliação de silos em cinco anos

 

ANP

O Brasil colheu na safra 2012/13 mais de 187 milhões de toneladas de grãos, segundo dados do 12º levantamento da safra 2012/13, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), número 12,6% superior à safra anterior. O Paraná foi responsável por 12% desse total. Devido a crescente produção da agricultura brasileira e visando dar possibilidade de o produtor poder escolher o melhor momento de vender os grãos colhidos, o governo federal lançou junto ao Plano Agrícola e Pecuário de 2013/14 o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA).

Pelo programa, estão sendo colocados à disposição de investidores R$ 25 bilhões para a construção de silos privados no país nos próximos cinco anos, sendo R$ 5 bilhões ao ano. O objetivo do governo federal é solucionar o déficit que o país tem em quantidade de espaço de armazenagem de grãos e evitar prejuízos causados pelos gargalos no escoamento da produção.

E o programa, que tem juros de 3,5% ao ano e prazo de financiamento de 15 anos, tem gerado interesse dos investidores. Segundo o vice-presidente de Agronegócios e de Micro e Pequenas Empresas do Banco do Brasil, Osmar Dias, em dois meses após o lançamento, o PCA registrou R$ 4 bilhões em propostas para financiamentos para construção de novos armazéns. Os projetos estão em análise pelas entidades financeiras.

De acordo com o gerente de Agronegócio do Banco do Brasil, Pablo Ricoldy, o déficit de brasileiro em capacidade estática de armazenagem fica acima dos 60 milhões de toneladas e, no Paraná, 10 milhões de toneladas. A falta de espaço para armazenagem gera aumento dos custos de produção e do transporte dos grãos, além de comprometer a estratégia de vendas, pois o agricultor pode realizar a venda em um período que não é o melhor. “A armazenagem permite que o produtor comercialize sua safra quando os preços estão mais atraentes”, salienta.

O diretor do Departamento de Economia Agrícola (Deagri/SPA) do Ministério da Agricultura, Wilson Vaz de Araújo, avalia que o investimento do governo federal ajudará os produtores.  “O produtor, tendo capacidade de armazenagem, seja próprio ou perto da propriedade dele, pode esperar o momento mais oportuno para escoar a sua produção. Ele não precisa sair de uma forma intempestiva ou apressada para escoar esse produto”, afirma. Para Araújo, a possibilidade de comercializar a safra no momento mais adequado implica na redução de perdas para o produtor.

Conab

Além dos recursos que serão disponibilizados para os investidores privados, o governo federal também fará investimentos nos silos públicos. Em todo o Brasil, serão disponibilizados R$ 500 milhões para ampliação dos armazéns da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Deste valor, R$ 350 milhões se destinam à construção de dez novas unidades e os demais R$ 150 milhões investidos em modernização dos existentes.

No Paraná, a Conab estima investir aproximadamente R$ 10 milhões na reforma das quatro unidades, localizadas nos municípios de Apucarana, Cambé, Rolândia e a Ponta Grossa, a maior do Brasil. A unidade de Ponta Grossa, que tem capacidade estática de 420 mil toneladas de grãos, receberá um investimento de R$ 7,7 milhões. Já em Cambé o aporte será de R$ 800 mil, em Rolândia de R$ 770 mil e em Apucarana de R$ 700 mil.

A reforma permitirá que a Conab amplie a operação com produtos de cesta básica, a atuação com o Programa de Aquisição de Alimentos e de Venda em Balcão, o controle da Política de Garantia de Preços Mínimos, a formação de estoque regulador e estoque estratégico e o apoio à Defesa Civil e aos produtores.

O superintendente de Armazenagem da Conab, Rafael Bueno, explica que nessas unidades não haverá um aumento de capacidade, mas intervenções para melhorar a qualidade da armazenagem. “Nós vamos fazer intervenções na parte de balança, em telhados, na parte elétrica, parte de recepção de produtos, principalmente em Ponta Grossa que é a maior unidade que nós temos”, ressaltou.

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