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Esse tipo de apólice garante renda ao produtor nos momentos de oscilação de preço ou de variação de produtividade

A ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) afirmou no último dia 31 que a Lei Plurianual Agrícola (LPA), em elaboração pelo Mapa, estabelecerá seguro de faturamento ao produtor. A declaração foi feita durante o seminário Agronegócios e Energias Renováveis, em Goiânia.

Kátia Abreu disse que a Lei Plurianual, com duração de cinco anos, vai conferir mais transparência e previsibilidade ao setor. A nova legislação, explicou, consolidará leis que regem importantes mecanismos e políticas do Mapa, como o Programa de Garantia de Preço Mínimo (PGPM), o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e o Fundo de Catástrofe, além de estabelecer o seguro agrícola de faturamento.

A atual legislação prevê seguro agrícola apenas para risco climático. Apesar algumas seguradoras oferecerem o seguro de faturamento. Essas apólices não são regidas pelo Mapa.

“A LPA vai trazer a figura do seguro de faturamento, que assegura renda ao produtor nos momentos de oscilação do preço e de variação de produtividade”, destacou a ministra durante o seminário, com presença dos governadores de Goiás, Marconi Perillo, e de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja.

Ela ressaltou ainda que o texto inicial da lei está sendo redigido por um grupo de economistas renomados, sob a coordenação do secretário de Política Agrícola, André Nassar. O Mapa enviará a proposta ao Congresso Nacional em meados de agosto deste ano e, até lá, recolherá sugestões do setor produtivo, de parlamentares e de entidades ligadas ao agronegócio.

“A Lei Plurianual Agrícola vai dar previsibilidade e capacidade de planejamento aos nossos produtores. Vai modelar a política agrícola brasileira de modo que, progressivamente, cada produtor saiba o que fazer nos cinco anos seguintes”, acrescentou Kátia Abreu.

Gestão

A ministra enfatizou também que sua gestão à frente do Mapa tem sido pautada pela modernização e desburocratização de processos. Destacou a digitalização dos documentos da pasta e a força-tarefa realizada nos primeiros meses de 2015 para analisar mais de 5 mil pedidos acumulados, tanto de produtores quanto de indústrias do setor.

“No dia em que recebi o convite para ser ministra, uma frase da presidente Dilma Rousseff que me marcou foi: ‘eu quero uma revolução no Mapa’. Desde então, temos tido carta branca para trabalhar com vontade e força e executar essa missão”, afirmou Kátia Abreu.

Asimp/Mapa

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