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Neste ano, já se constatou maior umidade em algumas regiões agrícolas do país, que receberam chuvas pontuais durante a colheita

Mesmo em safras recordes, como ocorreu em 2020/2021, a qualidade do grão não deve ser negligenciada. A  umidade em excesso provoca avarias no grão e reduz a qualidade, impactando diretamente na comercialização.

Neste ano, já se constata maior umidade nos grãos de soja em algumas regiões agrícolas do Brasil, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que estima uma produção de 134,8 milhões de toneladas.

Dentro do processo de classificação de grãos, a umidade ideal deve estar entre 12% e 14% para garantir qualidade e bons preços, conforme a Instrução Normativa 11/07, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Quando fica acima desses percentuais, o mercado define o grão pelo termo "ardido", que é aquele que recebe muita chuva e está em processo de fermentação, sendo considerado avariado. Nesses casos, a Instrução Normativa  estabelece o limite máximo de tolerância de avarias em 8%.

De acordo com o economista-chefe da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Daniel Amaral, quando o teor de umidade está fora dos padrões é preciso usar secador e isso reflete no preço, pois o secador consome energia e isso encarece o produto.

É necessário que o grão de soja  esteja dentro do padrão contratual para consumo humano. Outro aspecto observado por ele é que a soja muito úmida pode gerar um farelo com perdas de proteínas solúveis.

De um volume estimado em  134,8 milhões de toneladas de soja colhidas em 2021 no Brasil, a indústria prevê processar 47 milhões de toneladas.

Com uma exportação de 83 milhões de toneladas e um processamento 1,8% maior que o esperado para 2021 após o aumento da mistura obrigatória de biodiesel para 13%, as expectativas da entidade são de mais previsibilidade para o setor ao longo deste ano, já que as previsões de safra recorde estão sendo confirmadas.

Garanta Qualidade - Para garantir a qualidade do grão são necessários alguns cuidados que vão da lavoura à industrialização.

Medir a umidade do grão antes da colheita é o primeiro passo. Com um medidor de controle de umidade de grãos o produtor pode fazer este acompanhamento e evitar eventuais perdas, colhendo o grão no momento certo.

"Hoje, boa parte dos produtores das principais regiões agrícolas, já contam com esses aparelhos em suas propriedades", diz a gerente comercial Manoella Rodrigues da Silva, da empresa paranaense LocSolution, que detém a marca dos aparelhos da fabricante Motomco.

"Após a colheita, a armazenagem é outro ponto de extrema importância para que o grão não perca sua qualidade  e possa atender aos padrões comerciais", afirma Manoella. Esse processo envolve uma sequência de operações como limpeza, secagem, classificação, entre outros, que garantam a conservação da qualidade física e fisiológica dos grãos.

Asimp/LocSolution - Motomco

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