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Para Tereza Cristina, a campanha de desinformação sobre qualidade dos produtos brasileiros é um desserviço ao país: "Nossa agricultura não envenena ninguém, nem aqui, nem lá fora".

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse na segunda-feira (27) que o governo está preparando uma medida legislativa para, em parceria com as entidades do setor, redobrar os cuidados com os agricultores que aplicam os defensivos no Brasil. “Eles precisam de informação e de equipamentos adequados de proteção; é inaceitável que haja contaminação, não podemos mais permitir isso. É aqui que verdadeiramente ocorre o problema – e não na mesa do consumidor”, disse a ministra, na sede do Ministério da Agricultura.

Em evento de abertura da Semana Nacional dos Orgânicos, a ministra lembrou que, assim como ocorre com os agroquímicos, os biodefensivos também precisam ser aplicados com uma série de cuidados para não haver riscos de contaminação. O Brasil bateu recorde de aprovação de biodefensivos nos últimos meses e, segundo a ministra, a demanda por eles só cresce.

Em seu discurso, a ministra criticou o que chamou de fake news sobre a qualidade dos alimentos produzidos no Brasil. Segundo ela, o Ministério da Agricultura garante a qualidade e a segurança não só dos orgânicos, mas dos alimentos convencionais também.

“Considero um desserviço ao país, uma ação lesa-pátria a campanha massiva de desinformação que alguns brasileiros de renome, inclusive com função pública, têm feito na internet contra a qualidade dos nossos alimentos. Eu quero dizer a eles que nossos concorrentes agradecem”, ressaltou a ministra, lembrando que essa atitude desprestigia o Brasil na disputa comercial.

Tereza Cristina disse que todos os produtos brasileiros são testados e aprovados e ficam muito abaixo do que é permitido para eventuais resíduos de insumos. “Nem nós, nem o Ibama, nem a Anvisa, envenenamos o prato de ninguém. Aliás, eu quero informar que não assino nenhuma dessas aprovações; elas passam por um longo processo e são verificadas por várias equipes técnicas”, disse,

A ministra lembrou que os defensivos que vêm sendo liberados no Brasil são genéricos que já estão no mercado e produtos que aguardavam registro há anos. “Nenhum deles se refere a esses cinco meses de governo, como prega o fake news”.

“Eu realmente fico estarrecida ao ver que, por mera disputa política-ideológica, se chegue a esse nível de mentira, a essa lamentável conduta impatriótica, que tenta alarmar nosso povo e difamar nossos produtos de exportação”, completou a ministra.

Merenda escolar

A ministra também anunciou que o governo quer incentivar que mais orgânicos cheguem à merenda escolar. Ela disse que pediu aos secretários do Ministério que trabalhem com as demais pastas, usando as políticas públicas já existentes que priorizam como fornecedores programas sociais de governo os agricultores familiares e já permitem a compra de produtos orgânicos.

 “Estamos aqui para incentivar cada vez mais que a alimentação saudável chegue à mesa de todos os brasileiros, principalmente às nossas crianças e jovens. Somos mães, avós, e, por mais que tenhamos conquistado novas tarefas profissionais, nós, mulheres, nunca deixamos de nos preocupar com a qualidade da nutrição das nossas famílias; essa é uma responsabilidade ancestral que continuamos a carregar conosco”, disse.

Asimp/Mapa

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