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Evento da Iufro, organizado pelo Serviço Florestal Brasileiro e Embrapa, ocorrerá em Curitiba, em setembro

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) fez a apresentação ontem (6) do XXV Congresso Mundial da União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal (Iufro), que o Brasil sediará no próximo mês. O evento que acontece pela primeira vez na América Latina será realizado em Curitiba, entre os dias 29 de setembro e 5 de outubro, sendo organizado no país pelo Serviço Florestal Brasileiro, vinculado ao Mapa, e pela Embrapa Florestal. “É uma oportunidade de mostrarmos nossa agenda de desenvolvimento sustentável. Nosso objetivo no Mapa é utilizar o potencial das florestas de maneira responsável, com governança, gerando riqueza para os povos que habitam nos diferentes biomas”, afirmou.

Tereza Cristina lembrou que o Brasil tem a segunda maior reserva florestal do planeta, que totaliza 4 bilhões de hectares, de acordo com dados da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação). A maior área é da Rússia. Em terceiro lugar, vem o Canadá, seguido dos Estados Unidos e da China. “Esses cinco países representam 54% de toda a reserva”, destacou a ministra. Afirmou que é uma honra sediar o evento desse porte que vai reunir mais de 3 mil pessoas de mais de 100 países. Mas disse ser importante a participação de mais brasileiros no Congresso, uma vez que, de 2 mil inscritos até agora, 75% são estrangeiros.

Criada em 1892, a Iufro com sede em Viena (Áustria) é uma entidade não governamental e sem fins lucrativos, que funciona como uma rede de cooperação em ciências florestais, reunindo mais de 15.000 cientistas em quase 700 organizações de 126 países. Nesta edição do evento no Brasil, os temas são: Florestas para as pessoas; Florestas e mudanças climáticas; florestas e produtos florestais para um futuro mais verde; Biodiversidade, serviços ambientais e invasões biológicas e; Florestas, interações com solo e água.

 “Vamos mostrar nossa realidade, o que estamos fazendo, a legislação, que é uma das mais rigorosas do mundo e trocar informações com os maiores especialistas e pesquisadores do mundo inteiro”, afirmou o diretor do Serviço Florestal Brasileiro, Valdir Collato. Ele destacou apoio também da Conab e da Agência Alemã de Cooperação Internacional GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit). E destacou a importância de ter a parceria do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente. O congresso, afirmou, permitirá ao Brasil ganhar e passar muita informação. “São mais de mil trabalhos científicos inscritos”.

Colatto anunciou que está sendo concluído o Cadastro Ambiental Rural (CAR), com o registro de 6 milhões de propriedades rurais, e que a análise dos registros viabilizará o Plano de Regularização Ambiental. “Não há no mundo nada nessa magnitude. Vamos planejar nossa agricultura, a gestão e o meio ambiente”. O congresso, afirmou, permitirá ao Brasil ganhar e passar muita informação. “São mais de mil trabalhos científicos inscritos”, observou.

O secretário da Agricultura Familiar do Mapa, Fernando Schwanke, disse que o espaço Brasil no evento terá exposição de artesãos e de produtos florestais não madeireiros provenientes dos diversos biomas do país. “Precisamos profissionalizar ainda mais as cadeias produtivas, que já fornecem produtos para as indústrias de cosméticos, farmacêutica e de alimentos”. Schwanke falou da oportunidade de interação com o mundo, no congresso, e disse já ter estagiado na Iufro, como engenheiro florestal, que é a sua formação.

Joberto Veloso de Freitas, presidente do comitê organizador e diretor de pesquisa e informações florestais do Serviço Florestal Brasileiro, disse que está sendo realizado um trabalho com voluntariado junto a universidades e de inclusão de jovens cientistas. Serão realizadas visitas a mais de 15 destinos, como a Serra do Mar e a sedes de indústrias florestais, informou.

O lançamento do Congresso, na sede do Mapa, teve a presença do diretor da GIZ, Anselm Duchrow, do diretor do banco de desenvolvimento KFW, Martin Schröder, de parlamentares, representantes da FAO, Embrapa, Conab e do setor privado.

Asimp/Mapa

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