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Como sempre, o Paraná é o primeiro a colher no Brasil e no Mercosul e está tendo sorte: as chuvas não danificaram a qualidade

A colheita de trigo da safra 2015/16 já começou no estado do Paraná, ainda em pequeno volume, mas de boa qualidade, segundo a Consultoria Trigo & Farinhas. Como o clima está ameno (ao redor de 25%) e sem chuvas, espera-se que os 13% atualmente em maturação seja colhido até o final  desta semana. As primeiras ofertas de preço dos compradores giram ao redor de R$ 600,00 FOB (cerca de US$ 170/tonelada), mas os vendedores relutam em vender, esperando preços melhores segundo Luiz Carlos Pacheco, analista da Consultoria.

O relatório da Secretaria de Agricultura, divulgado nesta terça-feira, mantém os percentuais das condições das lavouras da semana passada (2% ruim, 17% regular e 81% bom/excelente) porque o clima continuou seco e ensolarado, facilitando o desenvolvimento das plantas e os tratos culturais.

As fases em que se encontram as lavouras são dados importantes neste momento, pois ingressam nos seus períodos mais susceptíveis a danos, se houver chuvas (que não estão previstas, por enquanto): 23% em desenvolvimento vegetativo, 31% em floração, 33% em frutificação e 13% em maturação.

CONAB reduz 0,22% a área plantada, 0,04% a produtividade e 0,23% a produção de trigo da safra 2015/16 no Brasil

A CONAB-Cia Brasileira de Abastecimento, ligada ao Ministério da Agricultura, divulgou nesta terça-feira os novos dados do seu 11° Levantamento da Safra de Grãos do Brasil. Para o trigo, reduziu em 0,22% a área plantada, 0,04% a produtividade e 0,23% a produção de trigo da safra 2015/16 no país, como mostra a tabela abaixo, elaborada pela Consultoria Trigo&Farinhas e que compara os dados dos dois últimos relatórios da estatal.

A redução mais significativa, de -1,84%, ocorreu na área do RS, que passou de 914 mil hectares para 897,2 mil hectares plantados. A produção esperada para o estado é de 2,36 milhões de toneladas, para um consumo interno de 1,5 milhão de moagem e 120 mil tons de semente, projetando um excesso ao redor de 980 mil toneladas, segundo Luiz Carlos Pacheco, analista da Consultoria.

No PR houve uma pequena redução de -0,31% ao redor de 4.000 hectares, ficando em 1.320,5 mil hectares. A produção esperada é de 3,91 milhões de toneladas, para um consumo interno de moagem de 2,5 milhões de tons e um uso de semente ao redor de 200 mil tons, o que projetaria um excedente de 1,22 milhão de toneladas, que seriam comercializadas com os estados vizinhos (SC, SP, MG e GO) e com o Nordeste (se houver PEPRO). Se a safra continuar boa e o dólar alto, haverá pouco espaço para a importação de trigo paraguaio para o Paraná (seu tradicional comprador), afirma Pacheco.

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