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A criação de uma lei estadual para definir regras para o plantio de eucalipto e outras espécies exóticas foi a principal definição de um seminário que debateu os “Impactos socioambientais, econômicos e na saúde dos trabalhadores advindos da monocultura do eucalipto” na segunda-feira (24). O evento aconteceu na Assembleia Legislativa do Paraná, organizado pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados.

Os deputados estaduais Rasca Rodrigues (PV), da Frente Parlamentar Ambientalista, e Professor Lemos (PT), um dos organizadores do evento, irão estudar nos próximos dias uma proposição conjunta sobre o tema. A ideia, segundo eles, é apresentar uma regulamentação que considere todas as variantes apresentadas no seminário.

“Vamos fazer o que já fizeram em outros estados para minimizar os impactos deste plantio. Sabemos que já existem legislações que afetam o eucalipto, como o distanciamento dos rios, mas que não são cumpridas na prática. Portanto, é necessário e urgente um amplo debate para disciplinarmos essa atividade”, afirmou Rasca.

Segundo dados apresentados pela Embrapa Floresta, são mais de 191 mil hectares de eucaliptos plantados no Paraná. No Brasil, são mais de 523,7 milhões de hectares de florestas. Desse total, 6,7 milhões de hectares são áreas plantadas – sendo que 2,1 milhões de hectares são ocupados pela monocultura do eucalipto.

“Onde se planta eucalipto não se planta mais alimentos. A água seca e há o êxodo rural em massa. Isso ficou constatado nos estudos que fizemos em Imbaú. Os monocultivos arbóreos não podem ser confundidos como florestas, pois não são”, disse o professor Roberto Martins, do Instituto Federal do Paraná (IFPR), que realizou o estudo sobre os impactos do plantio de eucaliptos em Imbaú, região Central do Estado. Já em Telêmaco Borba, de acordo com João Ernesto Ribeiro, da Comissão Regional dos Atingidos pelo Deserto Verde, mais de 200 fontes de água do município secaram depois do aumento do plantio da árvore exótica.

Asimp/ALEP

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