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Produtores de soja da região de Londrina participam, até 6 de setembro, de três tardes de campo para conhecer experiência prática que está ajudando a melhorar a conservação do solo e da água, aumentar a rentabilidade da cultura e ainda diminuir riscos de perdas de safra por estiagens. O trabalho realizado pela Secretaria de Estado da Agricultura, Emater e as cooperativas Cocamar e Cofercatu tem apoio de Iapar, Embrapa/Soja e prefeituras e acontecerá nesta terça-feira (30), em Cafeara, na quarta-feira (31), em Sertanópolis, e no dia 6 de setembro, em Cambé.

Segundo o coordenador regional da Emater, engenheiro agrônomo Ildefonso José Haas, o grande segredo é o produtor manter durante todos os meses do ano o solo protegido com plantas em vegetação ou palhadas. "Aqui é uma região quente e a saída foi buscar o cultivo consorciado do milho safrinha com o capim brachiária. O capim é semeado nas entrelinhas junto com o milho. Depois da colheita, a brachiária continua se desenvolvendo deixando o solo coberto e segurando o desenvolvimento de ervas daninhas".

O extensionista explica que a elevação do teor de matéria orgânica em 1% no solo resulta na colheita de até 30 sacas de soja por hectare a mais numa safra. "No sistema mais tradicional usado hoje, são necessários cerca de 20 anos para se atingir esse resultado, com esse cultivo consorciado é possível elevar em 1% o nível de matéria orgânica em apenas oito anos."

O Paraná chegou a ser referência mundial em conservação de solos e água no anos 80. Com o desenvolvimento da tecnologia do plantio direto, os produtores passaram a desprezar o terraceamento em nível e a erosão voltou a ser problema. Ildefonso conta que a causa disso tudo é a compactação do próprio solo e a pequena quantidade de matéria seca em sua superfície. "O que estamos mostrando é que cultivada com o milho, a brachiária não apenas garante essa palhada para a proteção do terreno como, ainda, graças ao seu sistema radicular, melhora a capacidade de infiltração da água da chuva. Ela deixa o solo mais poroso".

Ildefonso detalha que do jeito que a maioria dos produtores faz o cultivo da soja, uma chuva superior a 25 milímetros por hora já provoca escorrimento e erosão. A prática que eles estão mostrando permite ao solo reter toda a água de uma chuva de até 60 milímetros por hora. "É um recurso natural que fica na lavoura dando às plantas capacidade para resistir mais tempo a uma estiagem. Também evita a erosão e o carregamento de nutrientes da lavoura para os rios".

Segundo ele, em tempo de seca, as plantações de soja realizadas em cima de palhada de capim brachiária produzem em média 20 por cento a mais.

Outro benefício, conseguido com o cultivo do capim com o milho é o controle de plantas invasoras, que em função do sombreamento encontram mais dificuldade para emergir.

A região de Londrina tem cerca de 15 mil hectares de soja cultivados em cima de resteva de milho safrinha e brachiária. Cambé, Londrina e Rolândia são os municípios com maior número de produtores adotadores dessa técnica.

Tardes de Campo sobre manejo de solo e água e consórcio milho safrinha com brachiária
Realização: Seab, Emater, Cocamar e Cofercatu
Apoio: Iapar, Embrapa/Soja e Prefeituras
Cafeara: 30 de agosto
Sertanópolis: 31 de agosto
Cambé: 6 de setembro
AEN

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