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De acordo com a ABPA a expectativa é fechar o ano com o aumento de 1% no abate de carne de frango e entre 1% a 2,5% de carne suína

A produção de carne de frango no Brasil deve passar de 12,8 milhões de toneladas, em 2018, para 13 milhões em 2019, fechando o ano com um acréscimo de 1%, conforme mostram os dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Na suinocultura o crescimento deve chegar entre 1% e 2,5%, atingindo 4,1 milhões de toneladas, superando as 3,97 milhões de toneladas do ano passado.

Um dos fatores que tem auxiliado para o desenvolvimento do setor de proteína animal é agricultura familiar, principalmente nos estados do Sul do país. O diagnóstico foi realizado pela equipe da Expedição Agricultura Familiar, que durante o seu primeiro roteiro passou por PR, RS e SC. “A agricultura familiar é extremamente estratégica para a fabricação de alimentos no Brasil, contribuindo para a agricultura, o desenvolvimento do país e também na formação de novos empregos”, ressalta o integrante da equipe da Expedição Agricultura Familiar, Dimitri do Valle.

De acordo com o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), os paranaenses, em agosto, foram responsáveis pela produção de mais de 168 mil aves, o correspondente a 7,7% superior que no mesmo período em 2018. Santa Catarina liderou as exportações de carne suína no mês de agosto, com 237 mil toneladas exportadas no período, conforme mostram os dados da ABPA.

Do HF às commodities

Além da proteína animal, a agricultura familiar da região sul possui forte representatividade nas culturas de hortifrúti e commodities. Para Dimitri do Valle, essa diferenciação faz parte de um passado histórico, transmitido de geração para geração, que procura diversificar as culturas e aproveitar tudo o que a terra tem a oferecer. “Temos um agricultor que por herança, dos pais e avós, já tem essa noção de que a propriedade deve ser dinâmica e bastante variada”.

Ao total, são pelo menos 157 mil famílias paranaenses que trabalham com agricultura. Em Francisco Beltrão, 85% da cadeia leiteira é provida pela agricultura familiar. As informações são do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural do Paraná (Emater-PR). Em Curitiba e Região Metropolitana (PR), destaca-se o cultivo de hortaliças, frutas e verduras, que abastecem os grandes centros urbanos.

O mesmo ocorre em Santa Catarina, que além da carne suína, cultiva a cebola. “No estado, o produtor também tem diversificado sua lavoura, principalmente na produção de orgânicos que tem forte participação nas feiras da região”, relata do Valle.

No Rio Grande do Sul o cultivo que predomina é a soja, com contribuição decisiva por parte da agricultura familiar, que ajuda a expandir o desenvolvimento do grão na região. Cerca de 2 mil das 2.533 propriedades registradas fazem parte desse setor, conforme mostram os dados do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Soledade e Mormaço. O estado é responsável por grande parte da produção de tabaco, sendo que os agricultores familiares possuem forte participação nesse cenário.

“O tabaco domina na região justamente pela questão da lucratividade, pois, o mercado já é garantido para essa cultura. Mas eles também possuem esse perfil de diversidade, que é comum na agricultura familiar, abrindo espaço para outras culturas como o milho e a soja, que são bem expressivas na região”, finaliza Dimitri.

Próximos roteiros

Terminada as visitas em Curitiba e Região Metropolitana e Francisco Beltrão (PR), Chapecó e Bom Retiro (SC), Soledade e Venâncio Aires (RS), o roteiro segue rumo a sua segunda fase. A equipe da Expedição Agricultura familiar irá visitar o Espírito Santo (ES), Minas Gerais (MG) e Goiás. Ao todo, o roteiro irá abranger 12 estados, incluindo ainda Sergipe (SE), Alagoas (AL), Pernambuco (PE), Piauí (PI), Rio Grande do Norte (RN) e Pará (PA).

Camila Castro/Asimp

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