Digite pelo menos 3 caracteres para uma busca eficiente.

O arroz apresenta alta momentânea de preços com tendência de queda e equilíbrio nas próximas semanas

A safra de grãos de 2019/20 deve alcançar recorde histórico de 257,8 milhões de toneladas, liderada pela soja, pelo milho e algodão. Esse volume é 4,5% ou 11 milhões de toneladas superior ao da safra passada. A informação faz parte do 12º Levantamento de Grãos, divulgado ontem (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A evolução do recorde deve-se ao aumento de 4,2% na área plantada, aliado ao ganho de 0,3% na produtividade. Ainda faltam os resultados das culturas de inverno, principalmente o trigo, que passam por etapas que vão da fase vegetativa à finalização de colheita. Também contam para essa consolidação as culturas da região de Sealba (Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia).

A soja, que situa o país no patamar de maior produtor mundial, garante um novo recorde com a produção estimada em 124,8 milhões de toneladas e ganho de 4,3% em relação à safra 2018/19. Também o milho total caminha para situação semelhante, chegando a mais de 102 milhões de toneladas, dependendo ainda das lavouras cultivadas na região de Sealba, além de Pernambuco e Roraima. A participação desses estados é de algo próximo a 1,7% no consolidado nacional. A primeira safra já foi colhida e a segunda está em finalização.

Arroz

Para o arroz, a estimativa é de 11,2 milhões de toneladas e crescimento de 6,7% em relação à última safra. Com a colheita praticamente finalizada, 10,3 milhões de toneladas estão em áreas de cultivo irrigado e cerca de 900 mil toneladas em plantio de sequeiro.

O diretor de Abastecimento e Comercialização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Sílvio Farnese, destacou que não há risco de falta do produto no país e que a atual elevação dos preços é momentânea. “Não estamos com falta de produto. Estamos apenas com um momento de preços altos, motivados pelas exportações”, disse.

De acordo com o diretor, a importação de arroz com imposto zerado servirá para complementar o abastecimento no país. A Camex decidiu ontem (9) zerar o imposto de importação para cota de 400 mil toneladas de arroz (em casca e beneficiado) até 31 de dezembro de 2020. A proposta foi apresentada pelo Mapa.

Segundo o presidente da Conab, Guilherme Bastos, os preços estão chegando ao pico e devem apresentar tendência de estabilidade no próximo levantamento, além de continuarem remuneratórios para o produtor. "A decisão de zerar a TEC [Tarifa Externa Comum] deve criar um novo teto de preços abaixo do patamar atual. Acreditamos que a isenção da TEC deve ser precificada pelo mercado no curto prazo e as cotações sigam trajetória de estabilidade com tendência de queda nas próximas semanas", afirmou.

Conforme a Conab, mesmo com a provável intensificação das importações de arroz nos próximos meses, a balança comercial deve ser superavitária, em torno de 400 mil toneladas. Para o consumo, a Conab projeta crescimento de 5,1%, puxado pelas refeições mais frequentes dentro de casa no período da pandemia. Ainda para a safra 2019/20, de março de 2020 até fevereiro de 2021, projeta-se exportação de 1,5 milhão de toneladas e importação de 1,1 milhão de toneladas, com a perspectiva forte de demanda internacional e preços nacionais competitivos no mercado externo.

Asimp/Mapa

#JornalUnião

Comentários:

Seja o primeiro a comentar!


Deixe seu comentário:

Aceita receber as novidades do Jornal União em seu e-mail?
* todos os campos são obrigatórios

Utilizamos cookies e coletamos dados de navegação para fornecer uma melhor experiência para nossos usuários. Para saber mais os dados que coletamos, consulte nossa política de privacidade. Ao continuar navegando no site, você concorda integralmente com os termos desta política.