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A designação do general João Camilo Pires de Campos para a Secretaria da Segurança Assim Pública reflete a preocupação do governador eleito, João Dória, de colocar São Paulo em sintonia com a nova realidade que se desenha para o país após a eleição do presidente Jair Bolsonaro. Com a experiência de 48 anos de Exército, onde comandou a força na Região Sudeste, inclusive administrou as operações de garantia da lei da de ordem no conflagrado Rio de Janeiro, o militar terá facilidade para o relacionamento com a estrutura federal que se monta ao redor do juiz Sérgio Moro, futuro dirigente da Justiça, Segurança Pública e Polícia Federal, que deverão ter mais relacionamento e parcerias com os estados e suas polícias.

Diferente da política desenvolvida nas últimas décadas, especialmente nos governos petistas – que minimizou o crime e tentou criminalizar a polícia – o futuro governador mostra-se pragmático. Quando diz que a primeira ação da polícia não será matar, mas da inteligência para evitar o crime, de pronta resposta imobilizando o criminoso em ação e que, se ainda assim ele reagir armado possa ser abatido, está dentro dos princípios de segurança pública, onde quem enfrenta a força estatal corre o risco de morte. É uma postura ainda menos letal do que a empregada nos países ditos de primeiro mundo, onde a polícia é autorizada a abater todos os que desobedecerem a sua ordem de parada.

Afeito ao trabalho de segurança púbica, o futuro secretário é claro ao definir que alguém portando fuzil é uma ameaça à comunidade ao seu redor. Não chega à aguda tese do governador eleito do Rio de Janeiro, que prega abatê-lo com o uso de atiradores de elite, mas defende o encontro de uma solução. Na nossa modesta opinião, todo indivíduo que for pego em flagrante com armas, drogas ou praticaram crimes contra a vida não tenham direito a relaxar a prisão, ficando recolhidos até o julgamento. Isso sem dizer que as penas para essas graves agressões à sociedade deveriam ser agravadas e baterem até no teto dos 30 anos permitidos pela legislação brasileira. Essa simples mudança de postura reduziria o crime e evitaria termos de combatê-lo na troca de tiros.

Quando prega a valorização do policial através de remuneração condizente, cursos e apoio jurídico e social, o general vai de encontro ao que pensa a classe. É o que nossas polícias têm reclamado durante anos. Seu reconhecimento aos trabalhos dos policiais, inclusive aos da Rota, que citou nominalmente, é a demonstração do propósito de agir. Tudo soa como uma nova esperança. Não somente na melhora das condições salariais e profissionais, mas também no sepultamento da hipocrisia daqueles que durante anos tentaram menosprezar as polícias e buscaram todas as formas e ardis para impedir o cumprimento de suas finalidades. O resultado é a grande crise de segurança que hoje se abate sobre o país e só não é maior porque os policiais, mesmo na adversidade, continuaram cumprindo suas obrigações. Cumpridos os propósitos dos novos governos – federal e estadual – certamente, a criminalidade diminuirá...

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br

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