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A pandemia da Covid-19 que muitos pensavam ser solucionada até o fim do ano passado – tanto que a calamidade pública foi decretada para até 31 de dezembro - continua e estará entre nós pelo menos por mais alguns meses. A aplicação da vacina é a grande esperança e, pelo que diz o ministro da Saúde, toda a população deverá estar vacinada até o final do ano, e os grupos vulneráveis, até junho. Com o atual alto nível de infecção e mortes em todo o país, é preciso que as autoridades adotem medidas paralelas para minimizar o sofrimento da população, especialmente os de baixa renda e informais que, impedidos de trabalhar, passam fome e, por desespero, podem até cair na criminalidade. É por causa disso que já encontramos cidades de 14 estados destinando auxílios municipais a seus habitantes. O governo federal, que no ano passado cuidou desse socorro e encontrou muito mais brasileiros abaixo da linha de pobreza do que se imaginava existir, não pode demorar para reeditar a ajuda.

Agora, que conseguiu ter aliados nas presidências da Câmara dos Deptutados e no Senado Federal, o governo federal deve se apressar para eliminar as pendências e restabelecer o socorro terminado em 31 de dezembro. Cada dia que passa é mais fervura no caldeirão dos desvalidos, que pode explodir e gerar custos ainda maiores do que a ajuda. Os aposentados, pensionistas da Previdência Social esperam ansiosos pela antecipação do 13º salário de 2021 que, pelas previsões iniciais seria liberada junto aos salários de fevereiro e março, mas ainda não há notícia concreta sobre as datas.

Também tramita pela Câmara dos Deputados, o projeto já aprovado no Senado – que o ex-presidente Rodrigo Maia manteve engavetado por seis meses – suspendendo por quatro meses o desconto das prestações dos empréstimos consignados. A justificativa é que com essa folga, os aposentados, pensionistas e outros tomadores de consignados teriam melhores condições de atravessar o tempo de baixa na economia ocasionado pela pandemia e a transferência das prestações para o fim do contrato seria a contribuição dos bancos credores para o enfrentamento da crise. Além de socorrer os tomadores dos empréstimos, o dinheiro ainda – juntamente com o auxilio emergencial e o 13º salário antecipado poderá servir para aquecer o mercado e evitar o fechamento dos pequenos negócios e o desemprego.

Temos de reconhecer que nos encontramos num momento muito parecido com o pico da primeira fase da Covid-19 – ocorrido em abril e maio do ano passado – e que, por isso, além do socorro aos adoecidos e da corrida rumo à vacina, precisamos de medidas para aliviar o problema vivido hoje pela população. Nada compensará o sofrimento, principalmente a fome, e o fechamento de negócios. É preciso agir já, para evitar a tarefa de reconstrução depois de terminada a pandemia. O povo precisa contar com a sensibilidade e a solidariedade do presidente da República, governadores, prefeitos, deputados, senadores e até vereadores. Todos eles têm a obrigação de atuar para resolver os problemas decorrentes da crise. É, também, para isso que foram eleitos...

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br

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