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Você conseguiria passar um dia todo sem assistir à televisão, sem se conectar à internet?

Não é novidade para ninguém o fato de as pessoas estarem assistindo menos televisão. Não é novidade também saber que aquele conceito de ficar aguardando o horário do programa favorito ser exibido não existe mais. Para assistir a um conteúdo, que antes era possível somente pela TV, basta ter acesso à internet e, por meio de uma tela (celular, tablet ou computador), assistir ao que quiser, em qualquer lugar e na hora que desejar.

Os números comprovam, de 2013 para 2014, a proporção de pessoas com 10 anos ou mais que acessaram a internet por equipamentos eletrônicos diferentes do microcomputador saltou de 4,2% para 10,5%, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em abril deste ano.

A televisão se inova ao passo que as pessoas buscam a tecnologia como fonte de informação e entretenimento

A televisão, assim como outros setores da indústria da comunicação, atravessa uma fase de convergência e mutação. Necessita se reinventar, criar novidades e possibilidades para o público. Está instaurada uma verdadeira batalha no mercado entre empresas de televisão e internet. Ainda é cedo para lançar certezas diante de novidades que surgem a cada dia, porém, faz-se necessária uma reflexão aos movimentos e impulsos dos canais frente a um presente tecnológico.

A imagem, que no passado era possível ser encontrada apenas nos televisores e no cinema, atualmente está espalhada em múltiplas telas. Celulares, computadores portáteis, tablets são encontrados com facilidade no mercado, a preços acessíveis. O conteúdo circulante por meio desses mecanismos são vídeos produzidos por emissoras de televisão convencionais, filmes, como também vídeos caseiros criados por indivíduos comuns que desejam compartilhar momentos corriqueiros com outras pessoas.

O papel do público

Percebe-se uma inversão no quesito produção de conteúdo. Não são somente as grandes empresas de comunicação que ditam as regras do que será transmitido. O público – receptor – tem um poder de escolha e de fabricação na era digital. Incentivados a participar, os receptores rompem com os envelhecidos padrões e buscam novas formas de se comunicar com o uso das ferramentas digitais. Há uma tendência entre empresários e pesquisadores na área da radiodifusão em afirmar que a audiência do futuro está nos dispositivos móveis.

Não se pode ignorar o fato de algumas pessoas ainda ficarem perdidas diante das novidades e se confundirem com nomes, técnicas e possibilidades. Além de existir no país uma desigualdade regional de recursos e acessos.

A grande questão a ser debatida é: a tecnologia, por si só, não basta, os hábitos dos brasileiros precisam se enquadrar à era moderna. Por mais ativo que seja o telespectador, ele ainda carece de incentivos para adequar-se às novidades.

Ioná Piva - Atualmente é professora da Faculdade Canção Nova (Jornalismo e Rádio e Televisão). Mestre  em Comunicação Social pela  linha de pesquisa  Inovações Tecnológicas na Comunicação Contemporânea

#JornalUnião

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