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Parece que a pandemia da Covid 19 veio para não deixar pedra sobre pedra. Ao lado da boa notícia vinda do Imperial College da Inglaterra, que aponta estarmos no primeiro momento de concreta baixa da infestação no Brasil, temos o alerta da pesquisa da universidade de Harvard, que aponta as crianças como portadoras de alta carga viral e maior disseminadoras do que os adultos. Esse estudo dos pesquisadores norte-americanos deve levar o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), a desistir da reabertura das escolas em outubro, conforme prevê o Plano São Paulo, administrado pelo governo do Estado. A possibilidade de não retorno das aulas presenciais neste ano leva as escolas particulares ao colapso e as lideranças do setor prometem recorrer à Justiça para garantir o seu direito de trabalhar e, dessa forma, cumprir a finalidade para a qual são licenciadas.

É um momento difícil. Sabe-se que embora haja a alternativa das aulas à distância, muitas escolas – tanto particulares quanto públicas – não estavam preparadas para essa modernidade. Muitos dos alunos, especialmente os de famílias mais pobres, não têm acesso à internet para receber as aulas nos estabelecimentos cujos professores conseguiram produzi-las. Ainda somam-se ao quadro catastrófico as questões sociais da criança que hoje tem de ficar em casa e impede os país de trabalhar, e daquelas que tinham na merenda escolar a sua principal refeição do dia. É importante que os responsáveis pelo controle da pandemia ofereçam parâmetros seguros para evitar que a volta dos alunos cause o reaquecimento da transmissão do vírus. Quem reunir o alunado e provocar o aumento dos casos da doença, mesmo que não venha a ser responsabilizado, certamente restará com profunda crise de consciência.

Vivemos um momento tenso. Todos têm de colaborar. Não há mais lugar para o radicalismo do “fecha tudo” e nem para o “libera geral”. As autoridade e principalmente os especialistas em Saúde têm de agir com bom senso. Mesmo tendo de trabalhar e continuar com sua vida, a população precisa cumprir regras. Se há o aconselhamento  para usar máscara, evitar aglomerações, manter distância segura e outras medidas profiláticas, elas têm de ser respeitadas. Até porque, se os quadros de contaminação  voltarem a subir, será preciso endurecer as restrições. 

A Covid 19 muito nos impactou. Abreviou a vida de mais de 100 mil brasileiros, muitos dos quais portadores de males que os levariam a óbito, mas não tão rapidamente. Interrompeu negócios e desempregou milhares de pessoas. Serviu até para alguns políticos mostrarem o pior de suas faces negativas. Temos de adotar todos os cuidados para evitar que, numa nova onda, tudo se repita e o sofrimento continue ou seja ainda maior...

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br 

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