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A obrigação básica do administrador púbico, especialmente o prefeito, ao assumir a função, é manter em funcionamento todos os equipamentos e serviços recebidos do seu antecessor. Cumprido esse encargo, pode ele partir para os seus projetos específicos, entre os quais aqueles que constituíram as promessas de campanha e conquistaram os votos do eleitorado. Fracassa o governante que descuida da rotina para se lançar em novas empreitadas. Via-de-regra, o colapso criado pelo mau funcionamento das atividades básicas se projeta sobre o que se pretende de novo e a decepção é certa, envolvendo a população mal atendida e, até, a própria equipe de trabalho atropelada pela má avaliação.

São Paulo, o maior município brasileiro e da América Latina, vive um momento perigoso. A população reclama dos milhares de buracos encontrados em seu caminho e da falta de celeridade na solução desse e de outros problemas de zeladoria pública. E, segundo senso geral, o prefeito Bruno Covas, embora não tenha sido diretamente votado para o cargo, já que foi eleito como vice na chapa de João Dória, não tem a favor de si nem a desculpa do noviciado, pois está na administração municipal desde 1º de janeiro de 2017, quando além de vice-prefeito, também exerceu os estratégicos postos de secretário municipal das Prefeituras Regionais e da Casa Civil. Sem dizer que já está há mais de um ano (desde 6 de abril de 2018) à frente do governo municipal, desde a renúncia de Dória para concorrer ao governo do Estado.

O paulistano espera que o prefeito e sua equipe empreguem bem o capital político e os recursos técnicos e humanos que receberam junto com a tarefa de governar São Paulo, e solucionem com a maior brevidade os gargalos que vêm fazendo a população sofrer. Não podemos continuar com vias públicas tão mal cuidadas como ultimamente e nem amargando os estragos causados pela inoperância municipal na administração de árvores e outras estruturas que têm caído sobre as vias públicas e causado prejuízos materiais e até pessoais. Também é fundamental avançar no controle das enchentes, com a eficiente manutenção das redes de águas pluviais e medidas que impeçam a circulação de veículos e os consequentes acidentes nas áreas onde os sinistros forem inevitáveis. Precisamos de segurança para transitar.

Já ocorrem os primeiros movimentos rumo à corrida eleitoral de 2020. O prefeito, até por experiência familiar, deve saber que antes de pedir votos, principalmente os de reeleição, é indispensável ter cumpridas as obrigações assumidas em decorrência do pleito anterior. Que assim se faça...

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br

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