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Dos 637 mil infectados com hepatite C no Brasil, 160 mil já receberam tratamento, com taxas de cura que atualmente são superiores a 95%.

O Brasil está à frente dos países de América Latina no desafio de eliminar a hepatite C em 2030. São poucos os países no mundo que conseguirão realmente atingir o desafio estabelecido pela Organização Mundial da Saúde - OMS. Estima-se que somente 20% dos 45 países mais desenvolvidos do mundo poderão atingir os objetivos de eliminação da hepatite C em 2030 e o Brasil é um sério candidato a conseguir tal meta.

O tratamento no Brasil é totalmente gratuito, utilizando os mais modernos medicamentos existentes e que estão disponíveis no SUS para os infectados com qualquer grau de fibrose. Atingir a meta de eliminação estabelecida pela OMS até 2030 é totalmente possível. O plano de eliminação é bem desenhado e os recursos financeiros estão garantidos.

O principal desafio, a partir do próximo ano, será encontrar os infectados para poder tratá-los e curá-los. Existindo no Brasil uma prevalência de 0,7% , não seria economicamente viável realizar testes em toda a população. Estrategicamente é necessário encontrar os infectados em grupos de maior prevalência, especificamente em pessoas com mais de 40 anos de idade. Ainda temos aproximadamente 500 mil brasileiros a encontrar.

Erradicar não é o objetivo, pois erradicação significa prevalência zero, por isso a meta de eliminação da OMS para 2030 é chamada de 90-90-90, objetivando diagnosticar 90% dos infectados, tratar no mínimo 90% e curar mais de 90%. Dessa forma será possível reduzir em 65% a mortalidade relacionada ao fígado.

Por existirem vários fabricantes de medicamentos para tratar a hepatite C e face à estratégia do Brasil, que centraliza a compra no Ministério da Saúde, foi possível conseguir o menor preço do mundo em medicamentos originais. Enquanto os Estados Unidos e a Europa estão pagando 40 mil dólares por tratamento, o Brasil paga somente entre R$ 2.700,00 e R$ 4.000,00 por tratamento completo.

Devemos estar orgulhosos da união entre a sociedade civil, sociedades médicas, governo e indústria farmacêutica que, trabalhando juntos, conseguiram elaborar um plano de ação de eliminação da hepatite C, que é colocado pela Organização Mundial da Saúde como exemplo para o mundo todo.

Carlos Varaldo é presidente e fundador do Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de hepatite, ONG com 20 anos de atuação e com 22.300 associados.

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