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A primeira coisa a se fazer é identificar esse tipo de agressão e o agressor. O passo seguinte é denunciar. Vá à autoridade mais próxima e peça ajuda. Se não for possível, peça a ajuda ou o conselho de alguém de sua confiança, mas não guarde esse problema só para você. Se não for você a vítima, vá ao órgão competente - polícia, delegacia de defesa da mulher, juizado de menores, defensoria pública - e denuncie.      

Saiba como identificar e combater a violência psicológica

Entretanto, como já relatamos no artigo anterior “Violência psicológica, você sabe o que é?” , principalmente em casos de amorosos, é difícil distinguir entre uma crise de casal e a violência psíquica, e mais difícil ainda é a vítima, em meio ao vínculo que criou e cria com o agressor, identificar que está sofrendo esse tipo de sinal.

Para saber se você passa por esse problema, reflita: uma crise no relacionamento atingirá somente em relação à sua disposição com o seu par. Um relacionamento abusivo emocionalmente atinge outras áreas da sua vida, seu convívio familiar, social, profissional, econômico, sua saúde etc.

Responda ao mesmo tempo com toda a sinceridade e tenha a coragem de analisar-se sem o pano de fundo da paixão

1. Esse relacionamento o fez ser uma pessoa melhor, mais feliz? Mesmo com os contratempos, você se sente bem ao lado da pessoa com quem está hoje ou não?

2. Suas conquistas, alegrias e realizações parecem insignificantes quando você as conta a ele? Essa pessoa o coloca sempre abaixo dele? Ele admira o que você faz ou diz que você não faz nada certo, que você não é bom em nada?

3. Como está o seu relacionamento com seus familiares? Há a exigência de tempo ou coisas que você faça com ele ou para ele que prejudica seu contato com sua família ? Ele o coloca contra seus parentes? Vocês vivem ou você tem amigos com quem pode continuar cultivando a amizade?

4. Ele controla suas roupas, os lugares que você vai, suas decisões e prioridades? Ele se intromete constantemente em sua vida e na das pessoas que têm contato com você?

5. Xinga você constantemente? Ao se referir a você, usa palavras de baixo calão?

Culpa você por coisas que saem dos planos ou não estão totalmente sobre seu controle?

6. Ele quebra as regras que ele mesmo impôs, justificando sua culpa ?

7. Usa fazer silêncio para torturá-lo, é negligente em coisas que ele poderia ajudá-lo ou que são básicos a um relacionamento?

8. Fala mal de você abertamente ou pelas costas? Ele expõe você ao ridículo?

9. Ameaça deixar você, caso não faça as coisas do jeito dele? Ou ameaça cometer “loucura” com você ou com ele mesmo, caso você o deixe?

10. Ele detém algo ou informação que o comprometa e usa disso para que você lhe obedeça?

11.  Constrange-o sexualmente? Oferece vantagem em troca de favores sexuais ? Obriga-o a praticar atos que não sejam da sua vontade?

12. Beneficia-o economicamente sob condição de comandar suas escolhas? Faz você gastar todas as suas economias com os gostos e prazeres dele?

13. As exigências dele constantemente o atrapalham em seu trabalho, fazem você cair em produtividade ou prejudicam o tempo que você tem para se dedicar à sua atividade profissional?

Pare e pense muito bem

Se até a questão número 4 você se identificou em uma ou, no máximo, duas dessas questões (não mais que isso), pode ser que seja somente um caso de crise no relacionamento. Chame a pessoa para uma conversa franca. Talvez, ainda haja tempo de conscientizá-lo e mudar as coisas.

Mesmo assim, analise o quanto isso o tem prejudicado. Se concluir que os danos são muito graves, considere que você já está num relacionamento abusivo.

Contudo, se suas respostas foram de insatisfação em mais de três questões das primeiras, ou em ao menos uma pergunta da questão 5 em diante, com certeza já independente de um relacionamento que sofre a violência emocional.

O que fazer?

Nesse caso, negociar com o agressor não é uma boa ideia (provavelmente você já fez isso e não foi muito bem sucedido), portanto corte este vínculo.

Talvez, você pense: “Mas não é exagero? A questão número 5 trata de xingamentos, que são só palavras! ”. Respondo que a agressão verbal é o estágio anterior à agressão física. Não vai demorar muito para ele começar a agredi-la de outras formas, só piorando a situação, pois, se você aceitou até aqui, é quase que certo que o agressor vá além.

Digamos, porém, que o vínculo entre vocês seja mais profundo que um namoro , já estão num casamento, e quem sabe já tem filhos e é o agressor que provém seu sustento e você não tem para onde ir nem o que fazer.

Deixe-o consciente de que irá procurar externa, que alguém estará a par do que está acontecendo (de preferência, que seja alguém que tenha sabedoria em lidar com situações assim: um sacerdote, um psicólogo, um terapeuta; ou alguém que possa ofertar socorro: seus pais, um irmão, um delegado), para que você não fique totalmente refém dessa pessoa.

Se nem assim resolver, denuncie o agressor às autoridades

Tenha a coragem de reagir (não revidar), ainda que em conjunto com alguém que possa fazer algo por você. Muitas vezes, a vítima acha que é a única esperança na vida do agressor, e que aceitando o sofrimento um pouco mais ele mudará. Reze sim, para que ele mude, mas não será à custa de seu sofrimento que ele mudará. Por ele já ter uma imagem de você como objeto, alimentada durante um tempo, sem uma reação sua, é provável que a violência venha só aumentar.

Deus abençoe!

Sandro Arquejada - Missionário da Comunidade Canção Nova, Sandro Arquejada é formado em Administração de Empresas pela Faculdade Salesiana de Lins (SP). Atualmente, trabalha na Editora Canção Nova. Autor de livros pela Editora Canção Nova , ele já publicou três obras: “Maria, humana como nós” ; “As cinco fases do namoro” ; e “Terço dos Homens e a grande missão masculina”.

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