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Em fevereiro, tem Carnaval – diz a música “Pais Tropical”, de 1969, que nunca deixou de ser sucesso. Mas fevereiro de 2021 será diferente. Os organizadores e as escolas de samba do Rio de Janeiro, maior centro carnavalesco do Brasil, decidiram que, sem vacina e a população imunizada, não haverá festa. Não há como realizar desfiles como os da Avenida Marquês de Sapucaí, sem que haja a aglomeração, o que é proibido pelos protocolos de controle da pandemia. E, como faz o Rio, fatalmente farão todas as cidades brasileiras, para evitar a realimentação da Covid 19 que, até agora, já adoeceu 5,5 milhões e matou 159.033 brasileiros. Os mais preciosistas dizem que o bom teria sido, nas primeiras notícias de que o mundo seria varrido pelo vírus chinês, não ter se realizado o Carnaval já em 2020. Mas, como essa afirmação vem no contexto de críticas aos prefeitos e governadores, que teriam sido omissos, é melhor não considerá-la para evitar o nefasto embate político dentro de uma questão tão séria.

Mas agora, com o lastro do sofrimento pessoal e econômico da população e a pandemia em viés de baixa, é preciso manter os cuidados para evitar o ressurgimento. Além da suspensão dos desfiles de rua, as autoridades sanitárias devem atuar junto aos clubes que realizam a festa em salão para definir protocolos a serem cumpridos. Até porque, em ambiente fechado, o risco de proliferação viral é maior. O melhor, mesmo, seria não realizar o Carnaval ou, ainda, esperar a chegada da vacina para fazê-lo, mesmo que meses depois do calendário tradicional.

Depois das quarentenas – que ainda mantém restrições por todo o país – não podemos abrir as portas para a possível reinfestação. Se ela ocorrer por esse motivo, terá sido em vão todo o esforço empreendido. Ainda, devemos prestar atenção à segunda onda do coronavírus em andamento nos países europeus, que voltam a impor restrições. O vírus, segundo se informa, sofreu mutações e pode ter comportamento diferente do anterior. Outro ponto a considerar é o estudo realizado por 22 cientistas contratados pela ONU (Organização das Nações Unidas) que diz estar o mundo sujeito a uma “Era de Pandemias” que poderão matar mais do que a Covid-19. O documento cita a existência de 500 mil vírus que podem atacar o homem. 

Por conta de todas as variáveis, devemos evitar procedimentos que induzam à infestação e transmissão. Pelo menos até que as vacinas estejam inteiramente desenvolvidas e chegem à população...

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br 

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