Digite pelo menos 3 caracteres para uma busca eficiente.

No último dia 6 fez um ano que o presidente Jair Bolsonaro, então candidato, sofreu o atentado à faca em Juiz de Fora (MG). Por conta disso, ele passou neste domingo pela quarta cirurgia decorrente do ataque. Seu agressor, considerado insano e por isso inimputável, segue recolhido ao presídio federal de Campo Grande (MS), por medida de segurança que o manterá indefinidamente recluso. Seguem, no âmbito da Polícia Federal, as investigações sobre os fatos periféricos ao crime, especialmente a possível participação de mandantes, incentivadores ou possíveis interessados. Espera-se que as conclusões levem de forma inconteste aos comparsas, se é que existem, ou sejam capazes de desfazer as narrativas sobre o suposto complô.

Como em todo fato de repercussão, muito se tem falado e divulgado sobre relações pessoais e políticas do esfaqueador com reconhecidos desafetos de Bolsonaro. Há, ainda a esclarecer, por exemplo, a motivação e autoria dos registros de sua entrada na Câmara Federal – distante mais de 700 quilômetros do local do crime – na hora em que golpeava o então candidato.Seria a criação de um álibi? A falta de apuração ou, pelo menos, de informação sobre o apurado, leva à desconfiança popular e enseja conclusões precipitadas e até fantasiosas que, com a facilidade proporcionadas pelas redes sociais, ganham o país como rastilhos de pólvora. Isso não é bom para ninguém, especialmente para a normalidade democrática. Num país efetivamente democrático e responsável, um episódio destes não teria ocorrido e se ocorresse, já teria apresentado os responsáveis.

Mais do que pelo interesse pessoal de Bolsonaro, cuja vida esteve em risco, a saúde ainda é debilitada, jamais se esquecerá das dores sofridas e ainda terá de conviver com possíveis sequelas, há o respeito à Nação. O povo, notadamente o eleitor, independente de sua posição político-ideológica, tem o direito de saber exatamente o que aconteceu e ser informado sobre a identidade dos envolvidos. A Justiça, por seu turno, quando tiver elementos  do crime, tem o dever de seguir com as apurações até ter condições de punir os envolvidos para que a consciência nacional se acalme e o povo perceba segurança no ambiente em que vive.

A inimputabilidade do agressor Adélio Bispo, ora definida, em nada deve interferir na apuração e identificação de outros possíveis envolvidos e destes, na justa medida de sua participação, pagarem pelo crime cometido. Apure-se e cumpra-se. 

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br 

Comentários:

Seja o primeiro a comentar!


Deixe seu comentário:

Aceita receber as novidades do Jornal União em seu e-mail?
* todos os campos são obrigatórios

Utilizamos cookies e coletamos dados de navegação para fornecer uma melhor experiência para nossos usuários. Para saber mais os dados que coletamos, consulte nossa política de privacidade. Ao continuar navegando no site, você concorda integralmente com os termos desta política.