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Nenhum brasileiro com menos de 80 anos assistiu, no país, um momento de mobilização tão grande como o que estamos presenciando. Só durante a 2ª Guerra Mundial – da qual participamos de 1942 a 45 – tivemos tantas restrições, confinamentos e até o racionamento de combustíveis e gêneros de primeira necessidade. Nem mesmo nos momentos de ruptura (a queda de Getúlio em 1945, sua morte em 1954 e a deposição de João Goulart, em 1964) tivemos períodos prolongados de incerteza e principalmente de restrição ou desabastecimento. Costumava-se dizer, inclusive, que este é um país abençoado e o povo não conhece o sofrimento porque nunca viveu com uma guerra sobre sua cabeça. O movimento de 1964, por exemplo, embora denominado Revolução, não registrou o disparo de um tiro sequer. Mas, agora, a tormenta chegou.

Os governos e as forças da sociedade estão mobilizados e – aproveitando a experiência (tanto as positivas quanto as negativas) dos países do hemisfério norte onde a pandemia do coronavírus chegou antes – montaram o esquema de enfrentamento. O objetivo principal é evitar a contaminação para não correr o risco de ter maior número de doentes do que a capacidade de internação e cura daqueles que apresentarem quadro grave, especialmente os idosos, mais vulneráveis ao mal. Aulas suspensas, shoppings fechados, indústrias paradas, comércio com horário reduzido e direcionamento para vendas por telefone ou internet. Tudo para evitar a aglomeração humana e com isso a transmissão do vírus que, apesar de não letal quanto os de outros males, se multiplica veloz e arrebata grande número de vítimas, como já ocorreu na China, Itália, França e outros países, independente do seu desenvolvimento e poderio econômico.

Apesar do ambiente tenso, pede-se que as pessoas mantenham a calma mas não deixem de observar cuidados básicos como lavar as mãos sempre que sair ou tocar em peças ou coisas que possam estar contaminadas, proteger o rosto com o braço sempre que tossir ou espirrar e manter distância de pelo menos um metro de outras pessoas. Importante também compreender que a dispensa do trabalho é para o recolhimento social, não para badalar e frequentar locais públicos ou de grande concentração de pessoas. Se fosse para aglomerar, não precisaria interromper as atividades escolares, laborativas e outras.

A informação é a grande arma do povo neste momento de incertezas. É preciso evitar que um grande número de pessoas fique doente ao mesmo tempo e os médicos, por falta de equipamentos, restem com a desumana tarefa de escolher os que vão viver e os que terão de morrer. O momento é de grande cuidado sanitário, solidariedade e responsabilidade social para que a pandemia não acabe com a vida de grande número de brasileiros, inclusive de nós mesmos. Seguir as orientações pode ser a diferença entre a vida e a morte. Estamos numa guerra e o corona é o inimigo sorrateiro e perigoso...

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br  

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