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 “Perdemos uma Kaingang, uma filha, uma criança brutalmente assassinada, Deus está com ela no céu em seus braços. Ela não irá mais sofrer, hoje é uma estrela que brilha no céu”. Tais palavras, retiradas da Nota Pública de Repúdio, emitida pela Liga Acadêmica Yandê de Assuntos Indígenas (UFSM), representam a profunda tristeza e consternação da comunidade indígena diante do assassinato da jovem Kaingang Daiane Griá Sales que tinha apenas 14 anos.

No último dia 4, a vida da Jovem Kaingang Daiane Griá Sales foi  encontrada morta no setor da estiva, os membros inferiores estavam dilacerados, na região da reserva Indígena do Guarita, em Redentora, no Rio Grande do Sul. Diante dessa atrocidade, este texto, primeiramente, visa manifestar solidariedade ao povo Kaingang. Posteriormente, manifestar repúdio a todo e qualquer tipo de preconceito, praticado pelo descaso do Poder Público, em geral, e evidenciado também pela parcela da sociedade que finge não enxergar a dor e o sofrimento diário da comunidade indígena.

A reserva Terra Indígena do Guarita possui 24 mil hectares e foi redemarcada no ano de 1997. Hoje ela abriga mais de 7 mil indígenas, sendo 13 setores Kaingang e 2 da etnia Guarani. Tal território – maior área homologada no Rio Grande do Sul – "Os povos indígenas do Brasil têm sido alvo constante de violência externa, principalmente de garimpeiros, grileiros e madeireiros, Além disso, sofrem a ação de criminosos que destroem o meio ambiente e ameaçam mulheres, crianças e adolescentes nas comunidades."

Manifestamos novamente, portanto, nossa solidariedade ao povo Kaingang e, em especial, aos familiares da jovem Kaingang Daiane Gría Sales. Ressaltamos novamente também o nosso repúdio a toda e qualquer forma de preconceito contra as comunidades indígenas. Lembramos ainda que a luta por uma sociedade mais justa, honesta, segura e fraterna é uma batalha de todos os cidadãos brasileiros. Ao Poder Público pedimos seriedade e respeito no trato com a comunidade indígena. Por fim, clamamos por justiça para que atrocidades, como a que vitimou a menina Daiane, deixem de acontecer. 

Daniel Campos Sales – Estudante Kaingang da UFSM - andersonpires.ufsm@gmail.com

Anderson Luís Pires – Estudante de Medicina da UFSM  - daniel.sales@acad.ufsm.br

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