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Sancionada na terça-feira (17/09) pelo presidente Jair Bolsonaro, a lei que amplia a posse de arma de fogo para todo o perímetro da propriedade rural – de autoria do deputado deputado Marcos Rogério (DEM-RO) - é o começo da devolução da segurança aos fazendeiros, sitiantes e até chacareiro. Desde a chegada ao poder da dita social-democracia, eles não tinham como defender a propriedade do ataque de animais perigosos, criminosos comuns e dos esbulhadores travestidos de movimentos sociais. São obrigados a assistir, sem nada poder fazer, a destruição do patrimônio (muitas vezes único) construído pela família durante toda a vida de trabalho. Mesmo assim, os fantasiosos defensores do desarmamento torcem o nariz.

O desarmamento, antes de ser uma pauta humanitária ou destinada preservar vidas, foi transformado em bandeira política. Seus defensores elegeram o caminho mais cômodo da imobilização do agredido e, com isso, mantêm ONGs, associações e outras formas de ganhar dinheiro ou ter lucro político ou pessoal. Pouco se importam com a injusteza de comportamento com as vítimas, pois só vêem a figura institucional de um pacifismo canhestro. Ainda se dão ao luxo de citar as tragédias que ocorrem em países onde o uso de armas é permitido como exemplos da necessidade de desarmar o povo.  Mas minimizam que aqui no Brasil, onde as armas (na mão de gente honesta) foram banidas, também acontecem os massacres e que – pior que isso – o povo é subjugado diuturnamente pelo poderio dos criminosos que não necessitam de porte para portar até armas de guerra.

Essa política malfazeja também incluiu o combate e enfraquecimento da instituição policial, atacada e até criminalizada quando age no cumprimento de sua função e da ação resulta a morte de algum marginal ou prejuízo à sua instituição criminosa. A questão do desarmamento precisa ser revista. Não para colocar uma arma na mão de cada cidadão, mas para permitir quem tenha condições e necessidade de portá-las possa fazê-lo e assumir as responsabilidades, Também há que se desmontar o poder bélico do crime organizado.

Todos os brasileiros sofrem desde que seus revólveres, pistolas e até espingardas rudimentares foram confiscados (e até mesmo indenizados) e o criminoso teve condições de  agir livremente, na certeza de que sua vítima não tem com que se defender. Mais do que o sofrimento já vivido, o mais danoso é a nefanda cultura desarmamentista disseminada sobre o povo. Um governo e parlamento que vieram para mudar têm o dever de restabelecer a verdade do setor e criar condições para a população voltar a viver com relativa segurança e equilíbrio. O cidadão de bem, desde que cumpra os regulamento e exigências, tem o direito de armar-se. Até porque é humana e economicamente impossível ter polícia em número suficiente para patrulhar e garantir a segurança de todos...

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br 

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