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Nas redes sociais e nos meios de comunicação, trava-se o embate entre aqueles que superdimensionam e os que minimizam a pandemia que aí está e, até agora, já adoeceu 2 milhões de brasileiros e matou 76.822 deles. É uma polêmica de mau-gosto que – se verificarmos mais detidamente – nenhum dos participantes será honrado e ficará satisfeito se, ao final, restar com a razão. Melhor seria que, em vez de perder tempo, esforço, tranquilidade e até compostura nesse momento difícil, todos estivessem empenhados em combater o mal, cada um com seus meios e sem criticar os que pensam diferente. É preciso lembrar que essa não é a maior tragédia sanitária que se abate sobre o país. Em 1918/19, a gripe espanhola encontrou um Brasil de 28,9 milhões de habitantes e, pelos registros disponíveis, morreram 35 mil. Transportado para a nossa população de hoje (211,7 milhões de habitantes, na previsão do IBGE), o nível de letalidade de 102 anos atrás só será atingido quando a Covid 19 tiver levado a óbito 256 mil brasileiros. Mesmo assim, é preciso muito trabalho e prevenção.

Mais do que o viés informativo preferido por cada governante ou meio midiático, o que incomoda é a desavença que, não raramente, envereda pela ideologia, oportunismo eleitoreiro e outros quetais que deveriam estar ausentes nesse momento de emergência e calamidade pública. Todos deveriam ser mais preocupados em combater o mal, seus efeitos na sociedade e, principalmente em preservar a vida. Deveriam estar unidos pelos mais altos propósito e não pelas excludentes que, na maioria das vezes, levam o homem e a sociedade ao descrédito. Não poderia haver, mas lamentavelmente já foi identificado, o criminoso desvio dos recursos destinados ao combate da pandemia. Até em respeito àqueles que pereceram e aos que ainda perderão a vida para a Covid 19, é preciso que todos os desviadores do dinheiro público, seus mandantes e comparsas sejam exemplarmente punidos. Essa a grande tarefa da Justiça para redimir a população atingida.

Quem processa as informações e as oferece ao grande público, tem o direito de mostrá-las conforme a sua própria ótica. E, quando tudo finalmente estiver esclarecido, colherá os resultados de sua atuação, seja ele positivo ou negativo. Por isso é que tomamos por hábito não nos impactar pelas pregações de alta gravidade e nem pelas teses de descompressão. A Covid 19 ainda precisa ser esclarecida em muitos dos seus aspectos. Desde o seu surgimento, o tratamento recebido nos diferentes pontos do mundo e os efeitos colaterais que provocou. Tudo isso é coisa que sobrará para os anais científicos e da história, devendo um dia servir para não se repetirem os enganos atualmente verificados. O grande ponto de interrogação que restará de sua passagem pelo Brasil é a sua politização e o acirramento da polarização irresponsável e danosa à população e ao conjunto da sociedade. Acordem, senhoras e senhores detentores do poder! O futuro os julgará...

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br

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