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A promessa de geração de empregos como resultado da reforma trabalhista não passou de propaganda enganosa. Outras reformas, como a da previdência levarão mais algum tempo para revelar suas verdadeiras consequências. No caso da reforma trabalhista, tão defendida por alguns, os resultados que de fato se sucederam, ainda que não isoladamente dela, foram o aumento do desemprego da informalidade e a queda abrupta na renda do brasileiro, quando não a perda completa.

Segundo dados recentes do IBGE de cada 10 trabalhadores brasileiros, 4 estão na informalidade. Ainda que alguns prefiram falar de oscilação na renda do trabalhador, o que temos visto é a precarização do trabalho e a diminuição da renda com amplos reflexos na economia do país. A cada dia fica mais evidente que decisões políticas equivocadas ou estrategicamente planejadas e patrocinadas por seus defensores provocam prejuízos enormes para a maioria da população, restando o benefício para alguns poucos privilegiados.

O prejuízo causado no emprego e na renda da maioria da população de um país não é um fenômeno que possa rapidamente ser revertido. Além dos equívocos políticos, o contexto da pandemia da Covid-19 contribui muito para o agravamento da situação econômica já cambaleante trazendo como resultado, forme, desemprego e mortes.

Diante dessa realidade de profundo sofrimento para muitos brasileiros, alguns insistem em promover reformas destrutivas para salvaguardar seus interesses egoístas. Afinal como as últimas notícias têm revelado, basta para alguns proteger o patrimônio em algum paraíso fiscal. E não faltarão apoiadores, defensores da moral e dos bons costumes, que atuarão ou pelo silêncio ou pela naturalização de práticas no mínimo legalmente duvidosas.

Nesse contexto de contradições, a insistência em polarizar, generalizar e considerar que na política: “tudo é farinha do mesmo saco” revela o embuste de uma pseudoneutralidade que há muito tempo escolhe o lado mais lucrativo, sem se importar com a origem desse lucro e os resultados, geralmente catastróficos dessas escolhas para a maioria da população, que pagará a conta cada vez fica mais cara.

Poderão os fatos e as dificuldades reais que pesam no bolso do brasileiro promover uma tomada de consciência para que mudanças concretas sejam possíveis? Ou continuaremos reféns de alguns grupos egoístas e inescrupulosos e seus “neutros” defensores?

Luís Fernando Lopes é mestre e doutor em Educação. Professor da Área de Humanidades do Centro Universitário Internacional UNINTER.

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