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2020 foi um ano difícil. Isso porque a realidade inesperada exigiu muita coragem, muita força e, principalmente, muita resiliência da população mundial. Além dos embates externos, não raro, as pessoas também travaram batalhas internas contra a ansiedade, contra o medo e contra a sensação de incerteza. Diante da nova dinâmica social, infelizmente, houve quem deixou aflorar toda a maldade e ganância existentes dentro de si. Exemplos disso são as autoridades que, comprovadamente, desviaram recursos federais que deveriam ter sido aplicados na luta contra o (a) Covid-19. Por outro lado, felizmente, o ano de 2020 nos deu também a oportunidade de perceber o quanto os seres humanos, em sua maioria, são capazes de abrir mão do próprio conforto para atenuar a dor e o sofrimento do próximo. Não sabemos o que nos aguarda em 2021, mas sabemos o que precisamos fazer para enfrentar, de maneira efetiva, toda e qualquer circunstância que se apresentar diante da nossa existência diária.

Para enfrentarmos os desafios de 2021, da melhor maneira, não podemos ser negligentes com a saúde do nosso corpo. Por ocasião do distanciamento social, a população, em geral, infelizmente, tende a adotar uma postura sedentária, favorecendo um aumento da massa corporal e o surgimento de comorbidades, associadas ao maior risco cardiovascular, como o aumento da pressão arterial, por exemplo. Diante dessa nova realidade, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) sugere a prática de atividades físicas que promovam gasto energético superior à condição de repouso, como uma maneira de evitar o sedentarismo. A Associação Brasileira de Nutrição (ASBRAN), visando à plena saúde do corpo (e da mente) da população e o consequente reforço do sistema imunológico, também lançou diretrizes para o período de distanciamento social. Entre as diretrizes da ASBRAN estão: fazer dos alimentos naturais a base da alimentação, planejar o tempo de preparo da alimentação e ser crítico diante das propagandas de alimentos. 

Além dos cuidados com a saúde do corpo, faz-se extremamente necessário também o cuidado com a saúde da mente. A redução da interação social, as perdas econômicas e a mudança da rotina impuseram impactos psicológicos e emocionais aos indivíduos. Reações psicológicas ao contexto atual incluem: angústia emocional, ansiedade, solidão, estresse e depressão. Em razão dessas reações emocionais, a Sociedade Brasileira de Psicologia sugere algumas medidas para atenuar o sofrimento emocional. Entre as medidas sugeridas estão: manter certo distanciamento das mídias sociais, manter a comunicação virtual com os entes queridos, tentar manter uma atitude positiva diante do contexto que se apresenta e tentar ser gentil e paciente consigo mesmo (a) e com os outros. Tais diretrizes são extremamente importantes, porque, à medida que treina a própria mente para agir, e não para reagir, o ser humano evita desgaste desnecessário e, dia após dia, torna-se mais apto a agir de maneira sábia, coerente e positiva diante dos mais variados estímulos do cotidiano.

Portanto, independente do que aconteça, em 2021, saiba que, ao cuidar da saúde do corpo e da saúde da mente, terás plenas condições de enfrentar as mais variadas circunstâncias. Ainda que sofra alguma queda em 2021, se estiver com a saúde mental e com a saúde física bem gerenciadas, certamente, conseguirás levantar e seguir em frente sempre que necessário. Que, em 2021, não nos falte força, ânimo, coragem e resiliência para compreender e assimilar os ensinamentos dessa nossa jornada.

Anderson Luís Pires Silveira – Estudante de Medicina da UFSM - Santa Maria/RS

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