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A humanidade já enfrentou uma grande quantidade de pandemias que dizimaram muitas vidas, devido ao expressivo número de disseminação de pragas e toda a sorte de males que se alastraram pelo mundo, em diferentes épocas e deixaram marcas profundas por conta das vítimas de óbitos. Com isso houve um esforço desmedido de cientistas para combater as patologias, com o objetivo de garantir a sobrevivência.

Precisamos lembrar que a civilização mundial surgiu há alguns milhares de anos e muitos pesquisadores arriscam que a existência dos humanos do planeta não irá demorar em sua extinção, pois são frágeis as criaturas suscetíveis a doenças, fome, guerra, meteoros, além do perigo de alguns líderes de governos cutucarem uns aos outros para ver quem dará início a uma possível guerra nuclear e, é sabido que se trata de um conflito sem vencedores.

Quando se comenta em pandemias que assolam o mundo, seguramente, os cientistas muitas vezes demonstram certa impotência na solução dos problemas, por se tratar de problemas que fogem ao conhecimento humano. O coronavírus tão combatido em todo o mundo e, que muitas vezes, encontra resistência de facções políticas, caso do Brasil e é fundamental lembrar que se trata de mais uma chaga dentre outras que ceifaram muitos seres humanos.

É fundamental comentar a existência de males de dimensões diferentes como a Peste Bubônica, causada pela bactéria Yersiniapestis e pode se disseminar pelo contato com pulgas e roedores infectados. Seus sintomas incluem inchaço dos gânglios linfáticos na virilha, na axila ou no pescoço. Outros sintomas são febre, calafrios, dor de cabeça, fadiga e dores musculares. A doença é considerada, historicamente, a causadora da Peste Negra, que assolou a Europa no século 14, matando entre 75 e 200 milhões pessoas na antiga Eurásia. No total, a praga pode ter reduzido a população mundial de 450 milhões de pessoas para 350 milhões, um expressivo número.

A Varíola é outra doença que atormentou a humanidade por cerca de 3 milênios. O faraó egípcio Ramsés II, a rainha Maria II da Inglaterra e o rei Luís XV da França tiveram esse mal. O vírus Orthopoxvírusvariolae era transmitido de pessoa para pessoa, por meio das vias respiratórias. Os sintomas eram febre, seguida de erupções na garganta, na boca e no rosto. Felizmente, a varíola foi erradicada do planeta em 1980, após campanha de vacinação em massa.

Digno registrar é que em 1817, a Cólera matou centenas de milhares de pessoas, em sua primeira epidemia global. Desde então, a bactéria Vibriocholerae sofre diversas mutações e causa novos ciclos epidêmicos de tempos em tempos e, portanto, ainda é considerada uma pandemia. Sua transmissão acontece a partir do consumo de água ou alimentos contaminados, e é mais comum em países subdesenvolvidos e um dos mais atingidos foi o Haiti, em 2010. O Brasil já teve vários surtos da doença, principalmente em áreas mais pobres do nordeste. No Iêmen, em 2019, mais de 40 mil pessoas morreram devido à enfermidade. Os sintomas são diarreia intensa, cólicas e enjoo. Apesar de existir vacina contra a doença, sua eficácia não atinge 100%. O tratamento é à base de antibióticos. 

Muitos estudiosos têm conhecimento da Gripe Espanhola que ceifou cerca de 50 milhões de pessoas, em 1918, causada por um vírus influenza mortal, infectando 1 quarto da população mundial, inclusive, o ex-presidente do Brasil, Rodrigues Alves (1902-1906), que morreu em 1919. Esse vírus veio da Europa a bordo do navio Demerara. O transatlântico desembarcou passageiros infectados no Recife, Salvador e Rio de Janeiro. Os sintomas da doença eram semelhantes com o atual coronavírus Sars-CoV-2, e não existia cura. Em São Paulo, a população foi atrás de um remédio caseiro feito com cachaça, limão e mel. De acordo com o Instituto Brasileiro da Cachaça, foi dessa receita supostamente terapêutica que nasceu a caipirinha.

Neste século 21 o mundo foi acometido pela gripe suína H1N1 que foi o primeiro causador de pandemia. O vírus surgido em porcos no México, em 2009, e se espalhou rapidamente pelo mundo, matando 16 mil pessoas. No Brasil, o primeiro caso foi confirmado em maio daquele ano e, no fim de junho, 627 pessoas estavam infectadas no país, de acordo com o Ministério da Saúde.

O contágio acontece a partir de gotículas respiratórias no ar ou em uma superfície contaminada. Seus sintomas são os mesmos de uma gripe: febre, tosse, dor de garganta, calafrio e dor no corpo.

O coronavírus, oriundo da China, que o mundo está conhecendo agora, tem recebido um tratamento de toda camada científica do mundo, que trabalha diuturnamente, visando encontrar uma vacina, para solucionar o problema, além de muitos médicos-cientistas e pesquisadores estão trabalhando diuturnamente para resolver esse contágio assustador, porque se trata de um vírus altamente letal de alto poder de contaminação, pois, além das outras pandemias já citadas, esse transmite com um simples aperto de mão e está ensinando o mundo a se higienizar de forma exaustiva para não alastrar sua enorme gravidade, pois o isolamento também causa outras doenças que ainda não conhecemos.

Edilson Elias -  é jornalista, escritor, historiador do Paraná, membro da Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina e diretor presidente do jornal FATOS DO PARANÁ®  - edilsonelias@yahoo.com.br

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