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O levantamento do PIB (Produto Interno Bruto) revela que a última década – de 2010 a 2019 - foi a pior vivida pelo Brasil desde o ano de 1900. Os solavancos que ainda se fazem presentes em nossa mente não deixaram que a taxa média de crescimento desses anos passasse de 1,39%. Está aí uma das causas do desemprego que ainda maltrata 11 milhões de brasileiros, apesar das recentes melhoras na atividade econômica. Temos sido o pior PIB, desde os anos 80, entre os 155 países emergentes e em desenvolvimento. E perdemos para nós mesmos se comparar o desempenho atual e de todo o período democrático pós-85, quando o máximo que conseguimos foi 3,39% (anos 2000), com os mais de 6% dos anos 20, 50 e 60 e os 8,78% dos anos 70, vividos sob o criticado regime militar. Vale lembrar ainda que a primeira década do século passado (1900) e as dos anos 10, 30 e 40, também registraram PIB entre 3 e 5%.

É fácil argumentar que cem anos atrás o país era outro, tipicamente agrícola, e tinha população menor. Esse argumento, porém, nos conduz ao desencanto ainda maior porque, apesar da evolução e do avanço dos processos de produção e renda, ficamos cada dia pior. É preciso descobrir onde erramos para corrigir e aproveitar as oportunidades que o novo mercado e a tecnologia nos oferecem para trabalhar e produzir. Já ficou enfadonho citar a polarização entre direita e esquerda, a economia paternalista e a legislação do trabalho recessiva herdada da Era Vargas. Da mesma forma, não precisamos dizer dos desmandos e corrupção do PT e seus aliados. O necesário é afugentar o caráter ideológico, sindical, aproveitador e, principalmente, a corrupção, para que o país seja confiável e atrativo àqueles que aqui pretendam investir e produzir. Chega de engano e mistificação!

O ministro Paulo Guedes e sua equipe têm propostas modernizantes. Mas encontram a oposição dos ideológicos e aproveitadores que insistem em manter o a máquina estatal cara, desperdiçadora e ineficiente. Mais do que a reforma da Previdência, já aprovada, urge desonerar a produção numa reforma econômica onde não se pague tanto para manter empregos e nem se tenha de recolher tantos tributos para manter uma máquina inchada. Temos de acabar, também, com a participação empresarial do Estado na Economia, vendendo os ativos do governo hoje aplicados em mais de 670 empresas. Só há razão para manter estatais: as empresas detentoras de importância estratégica. As demais têm de ser apenas licenciadas e fiscalizadas pelo governo, produzindo dentro da realidade econômica sustentável e, principalmente, sem cabides de empregos ou refúgio de cabos eleitorais.

O presidente, seus ministros e o Congresso Nacional têm de, com toda celeridade, trabalhar pelas reformas e criar condições para o bom aproveitamento sustentável dos recursos naturais e das potencialidades nacionais. Não podemos continuar como o eterno país do futuro, com grandes possibilidades, mas a população passando necessidade porque os governos não sabem ou não se interessam aproveitá-las. Vamos despertar e manter acordado o gigante...

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br

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