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A notícia de que o presidente Jair Bolsonaro testou positivo para a Covid 19 é um acontecimento previsível num país acometido pela pandemia. Não é o primeiro chefe de Estado ou de governo atingido pelo vírus. Antes dele já testaram positivo o primeiro-ministro britânico Boris Johnson, o príncipe Alberto de Mônaco e o presidente de Honduras, Juan Hernandez, que já se recuperaram. Salvo qualquer imprevisto, é o que também vai ocorrer com Bolsonaro. No entanto, mais preocupante que a saúde do presidente, é a militância de alguns adversários seus, que pregam publicamente a sua morte. Deveriam se envergonhar pois, independente de quem seja o paciente, se insurgem contra a vida, bem maior da humanidade.

Esse odioso comportamento não tem relação alguma com a pandemia. Faz parte do inconformismo exacerbado daqueles cujos preferidos foram apeados do poder ou perderam as eleições e hoje têm de prestar contas de atos questionáveis ou até criminosos. Infelizmente, em nome da democracia, cometem-se os mais deploráveis atos, muitos deles criminosos, que clamam por justiça exemplar. Desde os anos 20 do século passado, direita e esquerda se confrontam, ambas dizendo-se democráticas. Getúlio Vargas derrubou a República café-com-leite em nome da democracia e fez a ditadura, o período democrático 1945-64 teve sucessivas tentativas de golpe. Em 64, os militares, chamados pelo povo, assumiram com a bandeira de evitar o comunismo e garantir a democracia. Devolveram o poder aos civis em 1985, quando restabeleceram-se as eleições diretas e vangloria-se da democracia conquistada, mas cheia de problemas. Hoje, depois de décadas de governos social-democratas, o povo, pela eleição, levou ao poder um presidente conservador.

Pelo bem do país, os adversários de Bolsonaro não deveriam impor a perseguição sem trégua. Atenderiam melhor aos anseios da comunidade se, em lugar de combater ferozmente o presidente, discutissem programas e propusessem alternativas e soluções. Ninguém elege deputado, senador, governador ou qualquer outro representante para que seja opositor ferrenho ou defensor cego de ideologias. O povo quer trabalho e solução para seus graves problemas. Na medida em que atrapalham o desempenho do governo regularmente eleito, tornam-se inimigos do povo.

Apesar da militância de risco demonstrada, jamais torceremos para que morram os adversários de Bolsonaro e nem aos que eventualmente nos contestam diretamente. Pelo contrario, queremos que vivam para, um dia, poderem admitir que estiveram equivocados e, finalmente, contribuir para a grande tarefa de construção nacional. Não queremos partido único de esquerda, nem de direita. Precisamos da salutar alternância no poder e do respeito à vontade popular. Que vivam todos... 

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br

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