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Em meio ao desmonte da Operação Lava Jato, uma das maiores operações anticorrupção do país, boa parte da população se vê desmotivada. Não só a população comum, mas também policiais, procuradores e promotores de justiça e juízes. Me pergunto: de onde podemos tirar incentivos para combater os crimes de colarinho branco se quem deveria condenar faz vistas grossas e arquiteta planos para acabar com a operação que prendeu dezenas de criminosos e desarticulou um dos maiores esquemas de corrupção já registrados no Brasil?

Não é segredo para ninguém que o Brasil tem sérios desafios em relação a desvios de dinheiro público e outras formas de corrupção. Na verdade, infelizmente é o tipo de notícia que não nos choca mais. Virou informação normal no noticiário, o que não deixa de ser extremamente preocupante.

É por disparar esse “alerta” que o recente desmonte feito pelo STF na Lava-Jato deve ser, sim, objetivo de muita discussão e apuração. Os crimes de colarinho branco parecem ser tão normais que o sucateamento de uma das nossas maiores armas contra a corrupção não espanta muitos, mas desmotiva quem a acompanha de perto.

O fato é que os políticos sempre arrumam um bode expiatório, um alvo para perseguição. Quando não são os servidores, vítimas preferidas durante anos, é o nosso sistema de combate à corrupção. Lamentável e desanimador em um país com tantas potencialidades, como o Brasil, mas que insiste em se auto-destruir.

Antonio Tuccilio, presidente da Confederação Nacional dos Servidores Públicos (CNSP)

#JornalUnião

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