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Nesta terça-feira – 7 de abril – governadores, prefeitos e autoridades de saúde, que colocaram os maiores centros do pais em quarentena em razão do coronavírus, deverão anunciar novas medidas. O tema é controverso porque se, por um lado, busca evitar o alastramento do vírus, de outro, ameaça deteriorar e economia nacional e até a paz social, já que milhares de brasileiros subempregados e informais, não podendo trabalhar e obter renda diariamente, poderão ir à fome e, por desespero, promover saques e outros atos anti-sociais. Sete de abril é um dia simbólico, a data de fundação (em 1948) da Organização Mundial da Saúde e, por isso, considerado o Dia Mundial da Saúde. A cidade de São Paulo possui a rua denominada 7 de Abril por um episódio nacional: esta foi a data (no ano de 1831) em que o imperador Pedro I abdicou o trono a Pedro II, cujo reinado se estendeu por 58 anos, até o advento da Republica, em 1889.

A nós, brasileiros e potenciais alvos da pandemia, resta a opção de torcer para que os responsáveis do seu controle acertem nas medidas de forma a evitar o máximo de vítimas tanto da doença e os efeitos colaterais do seu combate. E que os políticos, diante da gravidade dos fatos, cônscios de suas responsabilidades e comprometidos com as consciências, sejam suficientemente decentes para evitar o embate e a retirada de proveito eleitoral de um momento tão singular. Conceitualmente, os políticos são os representantes do povo, eleitos para representar a população e tomar em seu nome as melhores decisões para o conjunto da sociedade. Infelizmente temos vivido anos de engano na política brasileira. A tão elogiada democracia foi golpeada pelos interesses dos que, à título de defendê-la, criaram esquemas para se eternizar no poder e, o pior, praticar a corrupção que desviou o dinheiro público de suas finalidades para custear projetos políticos e até promover o enriquecimento ilícito.

Nesse momento de tormenta à saúde global, precisamos de união em torno do objetivo comum de controlar a pandemia e levar a população a respirar aliviada depois do seu término. Que os titulares das decisões tenham o necessário equilíbrio para identificar o certo e mais adequado, pouco importando a quem isso beneficiará nas próximas ou nas futuras eleições. Precisamos parar com nefasto clima de disputa eleitoral permanente para que cada um possa fazer o melhor dentro do mandato e funções em que está investido e disso resulte o país mais sólido e a população bem servida.

Praticamente todo o planeta padece com o coronavírus. O melhor encaminhamento ao seu combate é mais do que interesse nacional. É mundial... 

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br 

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