Digite pelo menos 3 caracteres para uma busca eficiente.

Apesar de o governo, através do presidente Michel Temer, pessoalmente, ter cedido às suas reivindicações, os caminhoneiros começaram a semana indefinidos. Agora também querem a ação governamental pela baixa dos preços da gasolina, etanol, alimentos e outras mercadorias. Há, ainda, o risco de além dos caminhoneiros continuarem de braços cruzados, outras classes entrarem em greve, como já anunciaram os petroleiros, cuja paralisação de 72 horas é anunciada para a quinta-feira, dia 31. O governador Márcio França, que ganhou protagonismo nacional ao mediar a greve no Estado de São Paulo, não tinha na manhã desta segunda-feira, segurança para anunciar o fim do movimento. Preferiu dizer que a situação é a mesma da manhã de domingo e que novos avanços dependem de medidas federais.

O noticiário diz que o alto comando militar está cauteloso e lembra que é a segunda vez que o governo “joga no colo” das Forças Armadas problemas que são da esfera civil e administrativa. A primeira foi a intervenção na segurança do Rio de Janeiro e, agora, a paralisação dos caminhoneiros. A possibilidade da greve se alastrar por outras categorias é temida, assim como a reação da população diante do desabastecimento e do travamento da economia e do trabalho.

O momento é crítico. Se mesmo depois de ter cedido às reivindicações os condutores  de caminhões continuarem parados, é preciso investigar outras variáveis do problema. Saber, por exemplo, como é que esses profissionais, que são autônomos, estão fazendo para sustentar suas famílias, pagar a prestação do caminhão e permanecerem parados por tanto tempo, sem ganhar nada. Há que se verificar, mais do que o locaute das transportadoras (já em apuração) a possível existência de custeadores da greve e identificar seus interesses e objetivos.

O presidente Michel Temer e seu núcleo de governo precisam agir rápido para evitar o pior. Até o momento, o movimento não parece contaminado por oposicionistas ferrenhos e nem por forças ideológicas. Mas, se não encontrar na autoridade uma interlocução firme e confiável, poderá degringolar. Se isso vier a acontecer, além de enfraquecido, o governo pode terminar antes do tempo e até a democracia ficar sob risco. Isso já aconteceu em outros lugares. Chegou a hora da sociedade, cumprindo seu dever cívico, colaborar para colocar água na fervura..

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br

Comentários:

Seja o primeiro a comentar!


Deixe seu comentário:

Aceita receber as novidades do Jornal União em seu e-mail?
* todos os campos são obrigatórios