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Popularizada a internet, principalmente a partir de 2007, quando o smartphone chegou ao Brasil e transportou a rede de dentro dos computadores para o bolso do usuário, passamos a viver uma verdadeira revolução que alguns chegam a considerar ser a 3ª Guerra Mundial, num formato inusitado. No lugar de fuzis, pistolas, metralhadoras, bombas e tanques bélicos  utilizados no conflito convencional, aparecem as redes sociais e os instrumentos de comunicação contidos no mundo virtual. Tais recursos dão altíssima velocidade e nova dinâmica aos acontecimentos e os efeitos podem potencializar tanto o bem quanto o mal. Daí a necessidade de cautela e comedimento na sua utilização.

Com a presença da rede e suas ferramentas, muitos usuários libertaram o "jornalista" que existe dentro de cada indivíduo. Sem conhecimento técnico, equilíbrio ou limites éticos, parte desses neocomunicadores, no intuito de participar da vida comunitária, exageram e  criam problemas. O principal deles é a "fake-news", ou notícia falsa, em tradução ao pé da letra. Há uma série de variáveis onde até o que não é inteiramente falso torna-se pernicioso porque tratado de maneira tendenciosa e/ou destinada a favorecer uns em prejuízo de outros.

Por causa das fake-news em diferentes circunstâncias é que se aconselha a população a se abastecer de notícias no jornal, rádio, televisão, agência ou até nos sites e blogs cujos responsáveis sejam conhecidos e tenham compromisso com a comunidade a que servem. Sabendo o histórico e a tendência do fornecedor, fica mais fácil crer (ou não crer) na notícia recebida. De outro lado é impossível atribuir credibilidade ao informe que chega anonimamente ou de fonte desconhecida.

Todo veículo de comunicação tem por norma operacional confirmar a informação antes de disponibilizá-la ao seu leitor, ouvinte, telespectador ou seguidor e, sempre que possível, ouvir todos os lados da questão abprdada. O mesmo deve fazer o usuário das redes sociais quando estiver repassando fatos e coisas. Para não fazer apurações (muitas vezes trabalhosas ou improdutivas) o melhor é tratar dos assuntos postando só as notícias oriundas dos meios tradicionais e regulares. Melhor do que correr o risco de transmitir informação incorreta, é reenviar o material publicado na imprensa, ainda que acrescido de comentários que se entenda pertinentes.

Surgidas a partir de 1995, as redes sociais prestam grandes serviços à comunidade. Mas ainda estamos aprendendo a utilizá-las. Os próprios veículos de comunicação com elas interagem cada dia mais, assim como empresas e repartições passam a oferecer à clientela a opção de atendimento e serviços online. As últimas eleições tiveram grande impacto da internet e seus recursos. A Justiça Eleitoral, os partidos políticos e os candidatos precisam encontrar com rapidez a melhor maneira de fazer chegar suas mensagens ao eleitor, tanto pela internet quanto por outros meios, notadamente nesse ano, quando elegeremos prefeitos e vereadores e boa parte do calendário eleitoral tende a ser tumultuada em razão da luta contra o coronavírus...

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)  - aspomilpm@terra.com.br

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