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Passados seis meses das eleições e quatro da posse dos eleitos, ainda temos no país o acirrado clima de disputa ideológico-eleitoral. De um lado, os perdedores – que deveriam estar silentes já que o povo os preteriu – e do outro, temerariamente, até membros do governo, em vez de serenar os ânimos, incendiando o cotidiano. O país precisa, nesse momento, de calma e tranquilidade para vencer os grandes desafios. Que cada uma das instituições cumpra com seus deveres sem a necessidade de sustentar o debate de temas que, na maioria das vezes, não lhes dizem respeito.

O governo tem, prioritariamente, de cumprir o seu programa de reformas, os congressistas – responsáveis por aprová-las ou não – têm o dever de discutir os projetos, aperfeiçoá-los e fazer com que saiam das casas legislativas melhores do que entraram. E o Judiciário, Ministério Público e instituições correlatas, por seu turno, são responsáveis pela fiscalização do cumprimento das leis, apuração de crimes ou inconformidades e aplicação das penalidades  àqueles que delinquiram, sejam os errantes simples cidadãos ou criminosos de colarinho branco egressos do meio político ou do empresarial.

Os políticos oposicionistas têm o direito de ser contrários ao que o governo propõe, mas deveriam fazê-lo dentro da ética e dos bons princípios. Jamais no estilo selvagem e descompromissado que se tem verificado em suas intervenções nos diferentes eventos. Precisam entender que ao criar dificuldades para o governo, estão prejudicando a população, a quem irão pedir votos nas próximas eleições. Já os governistas – e aí se incluem integrantes do meio palaciano – deveriam tomar mais cuidado para não estimular discussões estéreis, como a questão da filosofia e pedagogia e outras que pouco representam no conjunto, mas criam ruídos. Formar o governo sem barganhar já foi um grande feito e assim deverá se manter. Retirar o viés ideológico do ensino e acabar com a balbúrdia nas escolas e universidades são importantes tarefas. Isso sem dizer da reforma da Previdência e da lei anticrime, que já tramitam pelo Congresso. Além dessas, existem muitas outras ações necessárias.

Por mais que se propale que democracia é a liberdade que temos para concordar ou discordar (e isso é verdade), é preciso que todos os atores desse imenso teatro atuem com bom senso. O clima semelhante à disputa eleitoral num período em que não existem eleições em curso é puro desperdício de energia que favorece apenas a praga dos radicais – tanto de esquerda quanto de direita – que em nada impulsionam o desenvolvimento econômico e social. Precisamos de paz para recolocar o país na verdadeira rota do equilíbrio e do progresso. O clima eleitoral ou de final de campeonato só prejudica...

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br

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