Digite pelo menos 3 caracteres para uma busca eficiente.

Veículos de comunicação estrangeiros têm divulgado uma grande sinistrose em relação ao Brasil como consequência da eleição de Bolsonaro. Alguns, de linha esquerdista, não se conformam com o fato do Partido dos Trabalhadores ter perdido as eleições e outros, mais isentos, são induzidos a erro pelo olhar político estrábico de seus correspondentes acreditados no Brasil, que desconhecem a realidade nacional. O resultado é um jornalismo divorciado daquilo que vive o país. Mais parece que, em vez de noticiar, usam suas edições para dar eco à choradeira dos petistas e dos demais inconformados com as mudanças que o brasileiro decidiu promover após os sucessivos escândalos de corrupção que levaram à crise e desconstruíram a imagem dos governos ditos populares.

Além das providências administrativas para tornar realidade as suas promessas de campanha, o futuro presidente precisa buscar meios de desfazer a narrativa vitimista e distorcida que Lula, Dilma e seus seguidores criaram no exterior a respeito da própria queda e da ascensão do adversário. É necessário dizer que o impeachment de Dilma não foi golpe, pois seguiu todos os trâmites constitucionais;  que a prisão de Lula se deu mediante o devido processo legal, que agora segue em relação a outros crimes por ele cometidos e que, apesar desses traumas, as eleições ocorreram dentro da normalidade e sem denúncia formal e nem a constatação de qualquer fraude.

Estamos numa hora de virar a página. A esquerda tem de aceitar que perdeu as eleições e, se quiser continuar militando, deve começar tudo outra vez e evitar cometer os erros. Os eleitos têm o dever de governar de conformidade com a lei e as propostas aprovadas pelo povo mediante o voto depositado nas urnas, criando as condições para o respeito à Constituição e ao regime democrático. Ao Legislativo cabe cumprir sua missão e fazer autocrítica sobre sua participação na crise que se abateu sobre o país e a classe política nacional. O Judiciário precisa se conter à sua condição de guardião das leis e do equilíbrio da República, se mantendo equidistante das questões político-ideológicas e jamais invadindo a área de atribuição dos outros poderes que formam o tripé republicano.

A inconformidade que se prega – interna e externamente – nada mais é do que a tentativa desesperada de sobrevivência da esquerda brasileira que chegou ao poder e nele naufragou. É importante compreender que o conceito de esquerda e direita é coisa fora de moda. O povo, verdadeiro dono do poder, quer ação, administração, justiça, educação, emprego, segurança, desenvolvimento e bem-estar. A luta ideológica é algo velho e ultrapassado, abominado pelo cidadão comum...

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br

Comentários:

Seja o primeiro a comentar!


Deixe seu comentário:

Aceita receber as novidades do Jornal União em seu e-mail?
* todos os campos são obrigatórios