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Chega ao final nesta terça-feira – 11 de setembro – o tempo de chicanas dos defensores do ex-presidente Lula em relação às próximas eleições. Vence o prazo dado pelo Tribunal Superior Eleitoral para o Partido dos Trabalhadores substituir o seu candidato, já que o pretendido não teve o registro aceito por infringência à Lei da Ficha Limpa. Se o partido não providenciar a substituição, que a lógica indica ser pelo ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, inicialmente proposto como vice, poderá ficar fora da disputa presidencial. Com isso, a campanha eleitoral torna-se mais propositiva, apesar de ainda existir a pendência de Jair Bolsonaro, que continua internado em recuperação do atentado sofrido em Minas Gerais.

O país vive um grande momento de virada de ciclo. Depois de 30 anos de alternância da centro-esquerda que, apesar de avanços nos conduziu à mais aguda crise da história, há a possibilidade concreta de pender para a centro-direita. Mas, independente da tendência que vier a prevalecer nas urnas, existem providências inadiáveis para podermos continuar acreditando num futuro melhor aos brasileiros. O combate à corrupção e aos crimes de colarinho branco, inaugurado pelas apurações do Mensalão e da Lava Jato, tem de continuar e se estender para todos os níveis da administração pública, pois está evidente que os maus comportamentos localizados em nível federal e dos estados mais ricos também é presente em outras unidades da federação e até em municípios pobres.Há que se passar tudo a limpo e afastar os malfeitores da vida pública.

A segurança pública não deve ser feita apenas pelo aumento do efetivo e do armamento policial, mas por medidas de caráter social que garantam a presença do estado em todo o território nacional, afastando o poder do crime organizado, milícias e outros esquemas que dominam o povo como se estado fossem. O Judiciário tem de ser mais ágil e as penas efetivas para afastar a crença de que o crime compensa. Todos os que transgridem as leis devem ser responsabilizados e pagar pelo que fazem, sem transigências nem contemplação.

É preciso resgatar a sociedade harmônica e solidária, com respeito à família e às minorias, sem as exacerbações dos últimos tempos. Com escolas funcionando como casas de ensino e não de difusão ideológica. Os trabalhadores – notadamente os do setor público – têm de ser reconscientizados de sua grande missão, só recorrer à greve como último recurso e jamais com motivação política. Adotadas, essas medidas poderão representar o começo da salvação nacional...

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br

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