Digite pelo menos 3 caracteres para uma busca eficiente.

Com os dois candidatos da eleição passada em desgraça – Dilma impichada e Aécio denunciado e investigado – a eleição presidencial que acontecerá dentro de dez meses sofre a falta de pesos pesados para a sua disputa. Na falta destes, surgem absurdos como o apresentador Luciano Hulk (bom para a TV mas sem experiência política) e agora especula-se o nome presidente da Câmara, Rodrigo Maia, uma figura secundária até as eleições passadas, em cuja cabeça caiu sua situação atual decorrente da desgraça dos titulares. O governador Geraldo Alckmin, que já foi candidato a presidente e perdeu em 2006, trava grande luta para concorrer novamente pelo PSDB. A pré-confirmação da impossibilidade de Lula candidatar-se deverá levar o PT a tirar novo poste da cartola e incentivará as diferentes correntes a lançarem nomes aventureiros na tentativa de acabar acertando o alvo.

Se para presidente não há peso-pesado, menos ainda para o os governos estaduais, Senado e Câmara dos Deputados, considerando-se que a maioria das estrelas dessas constelações políticas se encontram manchadas pelos crimes apurados na Operação Lava Jato. Então, surgem diferentes homens e mulheres de rádio e televisão, jogadores de futebol e outros esportistas tentando converter sua popularidade em votos, para se tornarem políticos. Isso nos dá a certeza de que teremos uma eleição pelo menos diferente. O eleitor não pode se esquecer que nem sempre o artista ou o esportista se dá bem com a política. O exemplo mais recente é o do palhaço Tiririca, campeão de votos paulistas nas duas ultimas eleições, que acaba de se declarar decepcionado e promete não concorrer à reeleição.

Um clima tão atípico exige ainda mais cautela dos eleitores para depois não se arrependerem do voto dado. Ele precisa estar consciente de que, pouco ou muito, todos os eleitos terão algum tipo de influência no encaminhamento do país durante os próximos quatro anos. É de seu interesse saber quem são os candidatos a todos os postos em sua região, conhecer o que cada um propõe como pauta de trabalho e só depois disso decidir quem escolher. Isso, com certeza, não resolverá todos os problemas do país, mas servirá para dar uma peneirada e eleger menos gente ruim.

Costuma-se dizer que é preciso cair para depois se levanta em melhores condições e caminhar. Os acontecimentos políticos recentes demonstram a queda de muitos de nossos representantes em postos eletivos. Com eles o próprio país caiu numa grande recessão e o povo em dificuldades. Votar conscientemente poderá levantar e encaminhar aos postos políticos melhores do que os que hoje lá se encontram e, finalmnte, recolocar o país na direção do desenvolvimento e do bem-estar da população. Se a eleição não servir para isso, não terá razão de continuar existindo...

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br

Comentários:

Seja o primeiro a comentar!


Deixe seu comentário:

Aceita receber as novidades do Jornal União em seu e-mail?
* todos os campos são obrigatórios