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A improtelável discussão das reformas – a da Previdência Social, a nova Lei Anticrime, a Eleitoral, a Política e outras  - que o governo começou a encaminhar ao Congresso Nacional, gera grandes expectativas. Reservadas as proporções, é igual à grande assembléia do prédio onde os condôminos vão discutir o reforço da rede elétrica obsoleta, a troca dos elevadores, a compra de alarmes e outros itens que se destinam a tornar melhor a vida de todos, mas custam dinheiro e sacrifícios. Se estiverem de cabeça fria, chegarão a um consenso, mas se o grupo se quedar à verve do condômino discurseiro ou ao truculento, que ganham no grito, tudo estará perdido. O Brasil é um grande condomínio. O presidente é o síndico e os congressistas os condôminos que, em vez de representarem a si próprio, como no prédio, exercem o mandato por delegação do povo, que os elegeu.

O síndico Jair Bolsonaro e sua equipe precisam ter foco para propor e contrapropor aquilo que resolva os problemas do país. Os parlamentares-condôminos têm de agir racionalmente, estudando as propostas e negociando aquilo que lhes pareça tecnicamente melhor para a sociedade. Sem radicalismos, ideologias ou rompantes. Já nas comissões, têm o dever de verificar e estudar as matérias com profundidade, emitir seus pareceres e votos e fazer deles o instrumento para sua votação em plenário. Cumprida essa tramitação, cabe ao presidente-síndico, com sua equipe, analisar o que resultou da votação, colocar em vigor o que lhe pareça adequado possíveis mudanças que não sejam compatíveis com o almejado. Tudo calma e tecnicamente, sem emoção.

Os ocupantes de postos eletivos – tanto do Executivo quanto do Legislativo – são delegados do povo. Em respeito a esse mesmo povo, o ideal seria que seus votos fossem exaustivamente justificados e  tornados públicos através da imprensa e dos meios do próprio Congresso – Diário Oficial, internet, rádios e TVs legislativas – para terem o conhecimento geral. Melhor ainda, se o teor fosse obrigatoriamente conhecido antes de tornada oficial cada decisão, pois o povo teria oportunidade de se manifestar pelos canais da própria casa legislativa e até pelas redes sociais, evitando o avanço de medidas que não seja do seu agrado.

O ocupante de cargo eletivo trabalha em função da coletividade. Por essa razão, seus atos devem ser de conhecimento geral e não sofrer a poluição ideológica e muito menos a escusa influência de interesses que não sejam os do povo. A abertura do processo para o povo, também seria uma grande e salutar reforma, com força para devolver à classe política e administrativa o respeito perdido durante os anos de desmandos, desrespeito e corrupção. Pensem nisso... 

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br

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