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Analisando os números de desemprego no Brasil, ainda presenciamos um grande contingente de trabalhadores que não estão ou não voltaram ao mercado de trabalho. Nosso país passou por uma crise ferrenha e ainda não estamos livres deste cenário. No entanto, percebemos que alguns setores voltaram a contratar, como é o caso da indústria de transformação. Hoje, já podemos ver focos de crescimento no setor industrial que passa a necessitar novamente de profissionais para levar as empresas de volta à competitividade.

Com o aumento da velocidade das mudanças e a maior necessidade de inovação e mais alternativas criativas para um perfil de consumidor cada vez mais conectado, a indústria enxerga seu colaborador atual e futuro como investimento para que possa prosperar e, assim, manter-se competitivo. É neste contexto no qual o profissional mais preparado é aquele que está atualizado com as demandas e tendências do mercado, em linha com a realidade, e com um hall de habilidades desenvolvidas para analisar e solucionar problemas, pensar criativa e criticamente, contribuindo com o que a empresa precisa no momento.

O curso técnico é um caminho eficaz para galgar esta colocação. Além de proporcionar ingresso rápido no mercado de trabalho, é uma modalidade de baixo investimento que proporciona um grande percentual de práticas voltadas à área de escolha. Hoje, destaca-se como um diferencial para a colocação no setor industrial.

Não há idade para iniciar um curso técnico, basta estar cursando ou ter concluído o ensino médio. Por isto, pode ser uma ótima opção para o jovem que deseja experimentar uma área de atuação e planejar sua carreira, servindo como ponte para uma futura graduação. Para os profissionais já colocados, é uma excelente fonte de atualização, já que hoje as empresas estão procurando por maior automação e eficiência na tecnologia para fazer a transformação digital acontecer. E este cenário também se mostra bastante favorável para os que buscam recolocação, que podem utilizar o curso técnico como fonte de preparação da melhora de sua performance para contribuir para a prosperidade da empresa. Uma pesquisa divulgada pela CNI, as empresas entrevistadas apontam que grande parte da dificuldade de digitalização dos processos produtivos está na escassez de profissionais capacitados para este fim. Está aí a diferença que um profissional antenado e capacitado pode fazer para reverter esta situação.

Apesar da necessidade apontada pela indústria de um grande número de profissionais técnicos no Brasil para os próximos dois anos, destacado em pesquisa também realizada pela CNI, o número de jovens que cursa esta modalidade no Brasil em idade de ensino médio ainda é muito menor se comparado a países como Alemanha, Áustria, Finlândia e França, que possuem mais de 50% de alunos entre 15 e 18 anos fazendo curso técnico. O novo ensino médio trará mudanças positivas para reverter este quadro, mostrando que a educação profissional pode ser um caminho real e próspero para o jovem construir a sua carreira. Um incentivo que pode render frutos decisivos para a recuperação do país.

Giovana Chimentão Punhagui, gerente executiva de Educação do Sistema Fiep, é pedagoga e mestre em Educação pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), certificada pela Universidade de Cambridge para o ensino de língua inglesa e formação de professores.

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